Morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, o ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, após passar mal em sua casa, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo.

Considerado um dos maiores nomes da história do basquete brasileiro, Oscar construiu uma carreira marcada por registros e projeção internacional. Após deixar as quadras, tentei uma breve incursão na política.

Em 1998, concorreu ao Senado por São Paulo e obteve 5,75 milhões de votos (36,9% dos válidos), mas acabou derrotado por Eduardo Suplicy (PT), que somou 6,71 milhões (43,1%). À época, a candidatura era parte de um projeto mais amplo: disputar a Presidência da República.

Em entrevista ao UOL, em 2022, o ex-jogador afirmou ser “grato a Deus” por não ter sido eleito e relatou frustração com o ambiente político.

“Eu queria ser presidente da República e eu iria ser um bom presidente, mas não quis mais. Fiquei muito decepcionado [com a política], é um lugar que não era feito para mim. Meu lugar era jogar basquete, fazer palestra, ganhar dinheiro honesto.”

Apesar da decepção, Oscar afirmou que voltou a ser procurado em 2022 para disputar uma vaga no Senado, com promessa de apoio financeiro, mas aceitou o convite.

Antes da eleição de 1998, ele chegou a ocupar carga pública. Em 1997, foi secretário municipal de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo, a convite do então prefeito Celso Pitta. A passagem pela administração foi breve, já que deixou o posto no ano seguinte para se dedicar à campanha eleitoral. Informações do Congresso em Foco