Após a eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo, o técnico Carlo Ancelotti se pronunciou pela primeira vez sobre o resultado. Em uma breve mensagem publicada nas redes sociais, o treinador lamentou a queda precoce, mas demonstrou confiança na continuidade do projeto à frente da Seleção Brasileira.
“O hoje a dor é grande. Mas a confiança no que estamos construindo não muda”, escreveu o comandante italiano.
Ancelotti também reforçou que o trabalho seguirá em busca de recolocar o Brasil no caminho das conquistas e agradeceu o apoio da torcida.
“Vamos seguir trabalhando pela nossa Seleção. Sempre juntos. Sempre Brasil!”, completou.
A manifestação acontece um dia após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pelas oitavas de final do Mundial.
O Brasil criou oportunidades durante a partida, desperdiçou um pênalti, uma chance clara com Endrick e acabou sendo castigado por dois gols de Haaland na etapa final. Neymar ainda descontou de pênalti nos acréscimos, mas não evitou a eliminação.
Contratado para comandar a Seleção com o objetivo de conquistar o hexacampeonato, Ancelotti agora inicia um novo ciclo de trabalho após a frustração na Copa.
Quando o Brasil joga novamente?
O próximo compromisso da equipe de Carlo Ancelotti será apenas em setembro. O Brasil disputará dois amistosos contra a Austrália, na Oceania.
A primeira partida será no dia 25 de setembro, em Townsville. Já a segunda está marcada para quatro dias depois, em Brisbane. Os horários dos jogos ainda não foram confirmados.
Veja nota do Ancelotti na íntegra
“Hoje a dor é grande. Mas a confiança no que estamos construindo não muda.
Vamos seguir trabalhando pela nossa Seleção.
Sempre juntos. Sempre Brasil!”
Igual a Tite e Dunga em aproveitamento na Copa; veja ranking
Apesar da eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega, no último domingo, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, o técnico Carlo Ancelotti encerrou sua participação no Mundial com um aproveitamento de 66,6%. O índice é inferior apenas ao registrado pelo Brasil em 2006, quando a equipe era comandada por Carlos Alberto Parreira.
Na atual edição, o italiano dirigiu a Seleção em cinco partidas, com três vitórias, um empate e uma derrota — justamente o resultado que decretou a eliminação brasileira.
O aproveitamento de Ancelotti se iguala ao de Tite nas duas Copas do Mundo em que comandou a Amarelinha, em 2018 e 2022. Tanto no Mundial da Rússia quanto no do Catar, a Seleção Brasileira caiu nas quartas de final, diante de Bélgica e Croácia, respectivamente.
Já Luiz Felipe Scolari, o Felipão, que comandou o Brasil em 2014, registra o pior aproveitamento entre os treinadores no período, com 52,4%. Ainda assim, levou a equipe até as semifinais, fase em que a Seleção sofreu a histórica goleada por 7 a 1 para a Alemanha.
Dunga, por sua vez, esteve à frente da Seleção na Copa do Mundo de 2010. Na ocasião, o Brasil também foi eliminado nas quartas de final, diante da Holanda, e o treinador repetiu o mesmo aproveitamento de 66,6% registrado por Tite e Ancelotti.
A última vez que a Seleção Brasileira apresentou um aproveitamento superior foi justamente na Copa do Mundo de 2006. Sob o comando de Parreira, a equipe alcançou 80% de aproveitamento, apesar da eliminação para a França nas quartas de final.
Maior Copa do Mundo da história
Vale lembrar que a atual edição da Copa do Mundo conta com o maior número de seleções da história. Ao todo, 48 equipes disputaram o torneio, divididas em 12 grupos, o que tornou necessária a criação de uma fase eliminatória adicional.
Com isso, o Brasil encerrou sua participação com a mesma quantidade de partidas das edições em que foi eliminado nas quartas de final, em 2006, 2010, 2018 e 2022.
Informações da Gazeta Esportiva



