A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afastou qualquer possibilidade de integrar como candidata a vice-presidente uma eventual chapa encabeçada pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) na disputa pelo Palácio do Planalto. A manifestação foi feita neste domingo por meio das redes sociais, em resposta a declarações recentes de Zema, que havia citado seu nome como uma das possibilidades para o posto.

A negativa ocorre em um momento de indefinição sobre as alianças para a eleição presidencial. Conforme noticiado por O Globo, a escolha do vice de Zema não deve ocorrer antes da convenção nacional do Novo, marcada para 27 de julho, devendo ficar para o início de agosto, após o encerramento do período das convenções partidárias.

Michelle argumentou que sua filiação ao Partido Liberal inviabiliza qualquer composição desse tipo, já que a legenda já possui um candidato próprio à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro. Ela também informou que sequer definiu se disputará uma vaga no Senado pelo Distrito Federal, candidatura para a qual é cotada dentro do partido.

Michelle cita regras partidárias e rejeita hipótese

Em publicação nos stories do Instagram, Michelle afirmou que a possibilidade levantada por Zema “não pode sequer ser cogitada”. Segundo ela, as regras eleitorais e partidárias impedem esse tipo de composição.

“Estou filiada ao PL. Um mesmo partido não pode ter duas cabeças de chapa concorrendo em coligações distintas para os mesmos cargos majoritários. Portanto, não há nenhuma possibilidade de isso acontecer”, escreveu a ex-primeira-dama.

Na mesma mensagem, Michelle ressaltou que sua prioridade no momento é prestar assistência ao marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, motivo pelo qual também não definiu seu futuro eleitoral.

Zema havia citado Michelle como possibilidade

A manifestação de Michelle foi motivada por declarações dadas por Romeu Zema no sábado. Questionado sobre quem poderá ocupar a vaga de vice em sua chapa presidencial, o ex-governador afirmou ainda não ter um nome preferido, mas disse buscar um “vice ficha limpa”.

Ao ser perguntado especificamente sobre Michelle Bolsonaro, Zema respondeu: “É uma possibilidade, como outras também são”.

Segundo informações de O Globo, a definição do companheiro de chapa deverá ocorrer apenas após a realização das convenções partidárias, quando o quadro de alianças estará mais consolidado.

Candidatura ao Senado segue indefinida

Embora seja apontada como provável candidata do PL ao Senado pelo Distrito Federal, Michelle Bolsonaro ainda não confirmou publicamente sua participação na disputa eleitoral. Nos últimos dias, segundo O Globo, ela sinalizou a aliados que pretende concorrer, mas não oficializou a decisão.

O cenário ganhou novos contornos após a crise política envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, episódio que provocou desgaste na família Bolsonaro e levou Michelle a colocar em dúvida sua própria candidatura ao Senado.

Também permanece incerta sua presença na convenção nacional do PL, marcada para 25 de julho, em São Paulo, ocasião em que Flávio Bolsonaro deverá ser oficializado como candidato do partido à Presidência da República.

Novo negocia alianças para definir vice

Enquanto Michelle descartava a possibilidade de integrar a chapa presidencial do Novo, a direção do partido confirmou que continua em negociação com outras legendas para a escolha do vice de Romeu Zema.

Durante o encontro nacional da sigla, realizado no sábado, o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou manter conversas com diferentes partidos, citando nominalmente o Podemos.

“Ainda não temos uma definição de vice, temos conversado com alguns partidos, em especial eu tenho conversado com o Podemos, tenho uma ótima relação com a Renata (Abreu, presidente do Podemos), acho que é uma possibilidade a gente fazer uma composição. Provavelmente vai ficar mais para o final da janela dos prazos das convenções, dia 5 de agosto, depois da convenção”, declarou Ribeiro.

As negociações fazem parte das articulações do Novo para consolidar a candidatura presidencial de Romeu Zema e ampliar sua base de apoio antes do encerramento do calendário das convenções partidárias. Informações do 247