O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a corrida pela Presidência da República nas eleições de 2026, segundo levantamento nacional realizado pela Indexa Pesquisas e divulgado nesta terça-feira (21). Na pesquisa estimulada de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 30%.

Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (6%), Romeu Zema (3%), Renan Santos (3%), Joaquim Barbosa (1%) e Augusto Cury (1%). Os nomes de Samara Martins, Cabo Daciolo e Hertz Dias não registraram intenções de voto. Brancos e nulos somam 8%, enquanto 7% dos entrevistados afirmaram não saber em quem votar ou preferiram não responder.

“A terceira rodada da pesquisa Indexa Pesquisas indica um cenário presidencial marcado pela estabilidade das intenções de voto entre os principais candidatos. As oscilações registradas entre maio, junho e julho são reduzidas e não alteram a configuração geral da disputa, que permanece concentrada em torno de Lula e Flávio Bolsonaro”, avalia Arilton Freres, sociólogo e CEO da Indexa Pesquisas.

Além do retrato do momento, a terceira rodada da pesquisa permite acompanhar a evolução da disputa ao longo dos últimos três meses. Os resultados mostram poucas variações desde maio, indicando um cenário eleitoral relativamente estável e ainda concentrado nos dois principais candidatos.

Disputa permanece estável desde maio

Na série histórica da Indexa Pesquisas, Lula iniciou a corrida com 39% das intenções de voto em maio, avançou para 42% em junho e oscilou para 41% em julho. Flávio Bolsonaro registrou 30% em maio, alcançou 32% em junho e retornou aos 30% na rodada de julho.

Entre os demais pré-candidatos, Ronaldo Caiado manteve 5% nas duas primeiras pesquisas e avançou para 6% em julho. Romeu Zema passou de 3% em maio para 5% em junho, recuando novamente para 3% na pesquisa mais recente. Renan Santos permaneceu estável em 3% durante todas as rodadas.

Os percentuais de votos brancos e nulos permaneceram inalterados em 8% desde maio. Já os indecisos passaram de 10% na primeira rodada para 6% em junho, chegando a 7% em julho.

A evolução dos números indica um ambiente eleitoral de baixa volatilidade, sem alterações significativas na posição dos principais candidatos ao longo do período analisado.

“Outro aspecto relevante é o elevado grau de consolidação das preferências eleitorais. Com 66% dos entrevistados afirmando já ter definido o voto para presidente e índices ainda mais elevados entre os eleitores dos dois principais candidatos, o levantamento sugere um ambiente de baixa volatilidade, no qual mudanças expressivas tendem a depender de fatos políticos ou econômicos de grande impacto ao longo da campanha”, afirma Freres.

Maioria dos eleitores afirma que já definiu o voto

A pesquisa revela que o processo de decisão do eleitorado permanece relativamente consolidado mais de um ano antes das eleições. Sessenta e seis por cento dos entrevistados afirmam que seu voto para presidente já está decidido. Outros 26% dizem que ainda podem mudar de candidato, enquanto 8% não souberam responder ou preferiram não opinar.

A série histórica mostra estabilidade desse indicador. Em maio, 65% afirmavam já ter decidido o voto. O percentual subiu para 67% em junho e oscilou para 66% em julho. Os eleitores que admitem mudar de candidato passaram de 25% em maio e junho para 26% na rodada atual.

Entre os apoiadores dos dois principais candidatos, a decisão é ainda mais consolidada. Entre os eleitores de Lula, 77% afirmam que o voto é definitivo. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, esse percentual alcança 75%.

Lula mantém vantagem em todos os cenários de segundo turno

A pesquisa também simulou quatro possíveis disputas de segundo turno envolvendo o atual presidente. No cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro, Lula registra 46% das intenções de voto, contra 39% do senador. Brancos e nulos representam 9%, enquanto 6% permanecem indecisos.

A comparação com as pesquisas anteriores mostra estabilidade para Lula, que registrou 47% em maio e 46% em junho. Flávio Bolsonaro manteve 41% nas duas primeiras rodadas e aparece agora com 39%.

Na simulação entre Lula e Romeu Zema, o presidente alcança 46%, enquanto o governador mineiro registra 32%. Nas rodadas anteriores, Lula havia obtido 47% tanto em maio quanto em junho, enquanto Zema passou de 37% para 36% e agora registra 32%.

No confronto entre Lula e Ronaldo Caiado, Lula aparece com 45%, diante de 37% do governador de Goiás. Em maio e junho, Lula registrava 47%, enquanto Caiado aparecia com 39% nas duas pesquisas anteriores.

Já na hipótese de disputa contra Renan Santos, Lula obtém 47% das intenções de voto, contra 27% do adversário. Na rodada de junho, os percentuais eram de 48% para Lula e 28% para Renan Santos.

Em todos os cenários simulados ao longo da série histórica, Lula permanece numericamente à frente dos adversários testados.

Potencial de voto e rejeição

Além das intenções de voto, o levantamento avaliou o potencial eleitoral e os índices de rejeição dos principais nomes. Entre os entrevistados, 37% afirmam que votariam com certeza em Lula, enquanto outros 12% dizem que poderiam votar nele. Ao mesmo tempo, 49% declaram que jamais votariam no atual presidente. Flávio Bolsonaro registra 31% de voto consolidado, 13% de potencial de crescimento e rejeição de 50%.

Ronaldo Caiado apresenta 4% de voto consolidado, enquanto 32% afirmam que poderiam votar nele. Sua rejeição é de 35%. Romeu Zema registra 3% de voto consolidado, potencial de 25% e rejeição de 40%. Renan Santos aparece com 3% de voto consolidado, 20% de potencial eleitoral e rejeição de 40%.

Os resultados mostram que Lula e Flávio Bolsonaro concentram simultaneamente os maiores percentuais de eleitores convictos e os maiores índices de rejeição, enquanto candidatos como Ronaldo Caiado e Romeu Zema apresentam menor votação consolidada, mas maior espaço potencial para crescimento.

“Em conjunto, os resultados da série histórica sugerem que a corrida presidencial entra em uma fase de relativa estabilidade, na qual a liderança, os níveis de rejeição e o comportamento do eleitorado sofreram poucas alterações entre maio e julho. Nesse contexto, a evolução da disputa tende a depender menos de oscilações espontâneas e mais da capacidade das campanhas de ampliar conhecimento, reduzir rejeições e mobilizar os segmentos do eleitorado que ainda admitem rever sua decisão de voto”, diz o CEO da Indexa.

Metodologia

A pesquisa foi realizada pela Indexa Pesquisas entre os dias 16 e 19 de julho de 2026, com 2.000 entrevistas em todo o Brasil. O levantamento possui 95% de nível de confiança e margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02904/2026.

O tradicional Instituto Opinião, que atua desde 2007 no segmento de pesquisas eleitorais, opinião pública e análise de cenários políticos, passou a se chamar Indexa Pesquisas. O reposicionamento integra um processo de expansão e consolidação da marca no mercado, mantendo a mesma estrutura técnica, equipe e metodologia reconhecidas nacionalmente. Com atuação em mais de 300 municípios brasileiros, a empresa inicia esse novo ciclo com uma série de levantamentos nacionais previstos para o calendário eleitoral de 2026.