A executiva nacional da União Brasil decidiu, em convenção partidária realizada nesta terça-feira (4), manter a neutralidade nas eleições presidenciais, sem integrar a coalizão de qualquer candidato ao Palácio do Planalto. A legenda também libera seus diretórios estaduais para definir livremente seus apoios, de acordo com as alianças locais.
A decisão acompanha o posicionamento do Progressistas (PP), partido com o qual o União Brasil forma uma federação. As duas siglas optam por concentrar esforços no fortalecimento de suas bases regionais, com o objetivo de ampliar suas bancadas no Congresso Nacional.
“Tenho consciência do peso político que a Federação União Progressista tem nacionalmente e que temos nomes extremamente preparados para todas as cargas. A posição que estamos adotando reflete a nossa política de atualização”, declarou o presidente nacional da União Brasil, Antonio Rueda.
Uma federação reúne partidos que mantêm alianças separadas nos Estados. No Maranhão, União Brasil e PP integram a base de apoio do presidente Lula. Já no Ceará, as duas legendas estão homologadas ao PL, partido do candidato Flávio Bolsonaro (RJ), o que dificultou a construção de um posicionamento nacional unificado.
Vice-recusada
A definição pela neutralidade ocorreu após uma articulação da campanha de Flávio Bolsonaro para atrair a federação à sua chapa presidencial. Na última semana de julho, o candidato convidou a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura do governo Jair Bolsonaro, para disputar a Vice-Presidência.
Apesar da sinalização favorável ao parlamentar, a direção do PP consultou suas lideranças estaduais, e a maioria defendeu que a federação permanecesse fora da disputa ao Planalto. Com isso, a composição da chapa foi descartada.
Pelas regras da legislação eleitoral, os partidos que integram uma federação deverão atuar como uma única legenda durante toda a sua vigência. Isso os obriga a adotar a mesma posição nas eleições majoritárias, além de compartilhar a liderança de suas bancadas nas Casas Legislativas. Informações do Congresso em Foco



