Deputada estadual mais votada em São Paulo em 2026, Eduarda Campopiano (PL) tem declarações polêmicas em sua trajetória. Ela chegou a dizer que os povos indígenas são canibais, matam crianças e agradecer pela colonização do Brasil. 

Vereadora de Praia Grande, Eduardo Campopiano defendeu a catequização dos indígenas e atribuiu à colonização uma mudança de práticas que ela associou a esses povos.

“Glória a Deus que colonizaram, glória a Deus que catequizaram as índias. Glória a Deus que a extrema direita chegou e falou para os índios: ‘galera, fazer sacrifício e comer o braço do irmãozinho não é legal, enterrar criança viva…’”, afirmou a vereadora em maio, durante participação da parlamentar no podcast RedCast.

A fala teve repercussão pública. Segundo o relato, a artista e liderança indígena Katú Mirim registrou boletim de ocorrência em São Paulo pelo crime de racismo após o episódio.

Eduarda nasceu em Campinas, em 22 de julho de 2003, e ganhou projeção como influenciadora digital antes de entrar na disputa eleitoral, em 2024. Naquele ano, conquistou uma cadeira na Câmara Municipal de Praia Grande, no litoral de São Paulo, ao receber 3.583 votos. Aos 21 anos, tornou-se a vereadora mais jovem da história recente do Legislativo municipal.

Integrante do Partido Liberal, a deputada eleita estruturou sua campanha estadual de 2026 com forte presença nas plataformas digitais. A comunicação foi voltada sobretudo ao público conservador, com posicionamentos em defesa da família tradicional, da vida desde a concepção e da inclusão de princípios cristãos na atividade política. Durante a campanha, também manifestou oposição a pautas progressistas, ao feminismo contemporâneo e ao que define como “cultura woke”.

Informações do 247