O primeiro campeão brasileiro da temporada é goiano. Neste sábado (13), a Aparecidense-GO segurou o empate por 1 a 1 com o Campinense-PB e garantiu o título inédito da Série D. O jogo no estádio Anníbal de Toledo, em Aparecida de Goiânia (GO). O Camaleão se beneficiou da vitória por 1 a 0 na partida de ida, há uma semana, no Amigão, em Campina Grande (PB).

A conquista faz da Aparecidense o quarto time goiano a celebrar um título nacional, repetindo feitos de Goiás (duas Séries B), Atlético-GO (uma Série B e duas Série C) e Vila Nova (três Séries C). O estado de Goiás, por sua vez, torna-se o décimo a ter uma taça de Série D, juntando-se a Ceará, São Paulo, Minas Gerais (duas taças cada), Santa Catarina, Pará, Paraná, Maranhão e Paraíba.

Primeira campeã do Campeonato Brasileiro de 2021, a Aparecidense o quarto time goiano a celebrar um título nacional, repetindo feitos de Goiás (duas Séries B), Atlético-GO (uma Série B e duas Série C) e Vila Nova (três Séries C).
A “Cidinha”, como é carinhosamente chamada a equipe, é também o primeiro time do interior de Goiás a levantar um troféu nacional. O clube fez a melhor campanha geral da Série D, com 46 pontos. Foram 13 vitórias, sete empates e quatro derrotas, com 31 gols marcados e 15 sofridos – melhor defesa entre os quatro times que obtiveram acesso à Série C. Além de Aparecidense e Campinense, ABC-RN e Atlético-CE subiram de divisão.
A finalização da entrada da área do meia Robert, que obrigou o goleiro Mauro Iguatu a se esticar no ângulo direito para defender, foi a única chance real da Aparecidense no primeiro tempo. Em desvantagem no placar agregado, o Campinense teve a iniciativa ofensiva e teve várias oportunidades para sair na frente antes do intervalo, mas pecou nas finalizações, como em duas cabeçadas do zagueiro Cleiton, aos 26 e aos 29 minutos, e outra do atacante Anselmo, aos 36, todas para fora.
Quando a Raposa conseguiu acertar a meta, Pedro Henrique (que foi o protagonista do jogo de ida) apareceu. Aos 17 minutos, o goleiro fez bela defesa em chute colocado do lateral Felipe Ramon, pela esquerda. Dez minutos depois, o camisa 1 se antecipou a Anselmo, que invadia a área pela esquerda, e teve o auxílio do zagueiro Vanderley, que ficou com a sobra, para salvar os anfitriões.
A insistência paraibana foi recompensada no começo da etapa final. Aos sete minutos, o atacante Fábio Lima cruzou pela direita o meia Dione apareceu na área, às costas da marcação de Vanderley e escorando de cabeça para abrir o placar.
O gol acordou a Aparecidense, que, enfim, equilibrou as ações e encontrou espaços para atacar. Aos 14, Robert cruzou rasteiro pela direita, o atacante Negueba bateu de primeira e Mauro Iguatu defendeu como em um jogo de vôlei. Aos 32, Robert deu passe açucarado para o atacante Samuel entrar na área e tocar por cobertura, na saída do goleiro da Raposa, para explosão da torcida no Anníbal de Toledo.
O duelo ficou tenso nos minutos finais. O Campinense, que parou no travessão em cabeçada do atacante Cláudio, aos 35 minutos, lançou-se ao ataque atrás do segundo gol, mas de forma desorganizada. No último lance do jogo, até Mauro Iguatu foi para a grande área ajudar o ataque na cobrança de escanteio, mas a zaga afastou. Apito final do árbitro Raphael Claus e festa do torcedor da Aparecidense.
FICHA TÉCNICA
Final Série D do Campeonato Brasileiro
Aparecidense 1×1 Campinense
Data: 13/11/2021
Horário: 16h
Local: Estádio Aníbal Batista de Toledo, em Aparecida de Goiânia
Árbitro: Raphael Claus (FIFA/SP)
Assistente nº 1: Daniel Paulo Ziolli (SP)
Assistente nº 2: Fabrini Bevilaqua Costa (FIFA/SP)
4º árbitro: Salim Fende Chavez (SP)
5º árbitro: Marcio Soares Maciel (GO)
VAR: Vinicius Furlan (SP)
AVAR: Amanda Pinto Matias
Gols: Dione aos 07 min/2T (Campinense); Samuel aos 31 min/2T (Aparecidense)
Público Pagante: 1.995
Público não pagante: 500
Público total: 2.495
Renda: R$ 22.670,00
Aparecidense: Pedro Henrique, Rafael Cruz (Adriel), Vanderley, Wesley Matos, Bruno Henrique e Rodrigues; Rodriguinho e Robert (Mutuca); David (Samuel), Alex Henrique (Marinho) e Rafa Marcos (Negueba).
Técnico: Thiago Carvalho
Campinense: Mauro Iguatu; Felipinho (Vitinho), Itallo, Cleiton e Filipe Ramon; Rafinha, Serginho Paulista (Marco Nunes) e Dione (Edinho Corrêa); Matheus Régis, Anselmo (Cláudio) e Fábio Lima.
Técnico: Ranielle Ribeiro.



