Blog do Zé Otávio https://blogdozeotavio.com Noticias de Londrina, Paraná , Brasil e do Mundo Mon, 02 Nov 2026 17:32:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.4 https://blogdozeotavio.com/wp-content/uploads/2025/06/cropped-cropped-prancheta-2-20-150x150.jpg Blog do Zé Otávio https://blogdozeotavio.com 32 32 Série B: Londrina sofre revés para o América-MG no VGD https://blogdozeotavio.com/2026/11/serie-b-londrina-sofre-reves-para-o-america-mg-no-vgd/ https://blogdozeotavio.com/2026/11/serie-b-londrina-sofre-reves-para-o-america-mg-no-vgd/#respond Mon, 02 Nov 2026 17:25:36 +0000 https://blogdozeotavio.com/?p=56453 A equipe principal do Londrina Esporte Clube recebeu na tarde deste domingo (01), o América-MG, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias, em Londrina-PR, pela 36ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro e foi superado pelo placar de 3 a 1. O gol Alviceleste foi marcado por Hebert. Com o resultado, o LEC continua com 32 pontos na 18ª colocação. Na próxima rodada, o Tubarão visita o Botafogo-SP, no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto-SP, na quinta-feira (05), às 19h30.

O JOGO

Aos 5 minutos, Willian Dubgod avançou e finalizou ao lado da meta de Luan Ribeiro. Com 19’, em contra-ataque, Guilherme Parede finalizou, Luan Ribeiro espalmou, a bola bateu em Artur e entrou.

Aos 31’, Guilherme Parede acionou Willian Dubgod, que saiu na cara de Luan Ribeiro e tirou do goleiro para ampliar o marcador. Com 35 minutos, Hebert recebeu dentro da área, dominou e tentou uma bicicleta, mas a bola foi pra fora.

Aos 2 minutos do 2º tempo, Willian Dubgod recebeu e tocou em Rafa Barcelos, que finalizou e Luan Ribeiro fez a defesa. Com 5’, William Pottker recebeu e bateu cruzado, Bruno Brígido espalmou.

Aos 12’, Segovinha saiu na cara de Luan Ribeiro e foi derrubado dentro da área. Na cobrança, o mesmo Segovinha deslocou o goleiro para fazer o terceiro. Com 18 minutos, Igor Bahia recebeu dentro da área e girou finalizando, mas bloqueado, a bola sobrou em Hebert que diminuiu o marcador.

Com 21’, Guilherme Cachoeira acionou William Pottker que finalizou cruzado na rede pelo lado de fora. Aos 28 minutos, Lucas Marques cobrou escanteio da esquerda, Wallace desviou no primeiro pau e Bruno Brígido espalmou.

FICHA TÉCNICA
LONDRINA 1 X 3 AMÉRICA-MG

Londrina: Luan Ribeiro; Kauê Leonardo, Caio, Wallace e Artur (Kevyn); Tárik (Igor Bahia), Lucas Marques e Geovane Meurer; Vitinho (Guilherme Cachoeira), Hebert (João Andrade) e William Pottker (Pablo Dyego).
Técnico: Hugo Chacon.

América-MG: Bruno Brígido; Rafa Barcelos, Ricardo Silva, Emerson e Tobias Ostchega (Pedro Geovane); Gustavo Barreto, Jorge Jímenez e Segovinha (Eduardo Person); Guilherme Parede (Felipe Amaral), Willian Dubgod (Marcelo Maçola) e Paulo Victor (Luidy).
Técnico: Moacir Junior.

Árbitro: Daiane Muniz-SP
Assistente 01: Leila Naiara Moreira da Cruz-DF
Assistente 02: Maira Mastella Moreira-RS
Quarto árbitro: André Ricardo Martins-PR
Assessora de campo: Ana Karina Marques Valentin-PE
VAR: Flávio Rodrigues de Souza-SP
AVAR: Ilbert Estevam da Silva-SP
Observador do VAR: Anderson Carlos Gonçalves-PR
Quality manager: Fábio Filipus-PR

Público pagante: 607 torcedores;
público livre: 156 torcedores;
público total:
763 torcedores;
renda:
R$ 14.170,00.

Gols: Hebert aos 18’ do 2º tempo (Londrina); Artur (contra) aos 19’ do 1º tempo, Willian Dubgod aos 31’ do 1º tempo e Segovinha aos 14’ do 2º tempo (América-MG);

Cartão amarelo: Tárik, William Pottker e Luan Ribeiro (Londrina); Jorge Jímenez e Rafa Barcelos (América-MG).

Informações do Londrina SAF

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Kimi Antonelli, a desenvoltura de um jovem no topo da Fórmula 1 https://blogdozeotavio.com/2026/11/kimi-antonelli-a-desenvoltura-de-um-jovem-no-topo-da-formula-1/ https://blogdozeotavio.com/2026/11/kimi-antonelli-a-desenvoltura-de-um-jovem-no-topo-da-formula-1/#respond Mon, 02 Nov 2026 17:24:09 +0000 https://blogdozeotavio.com/?p=56450 O prodígio italiano Kimi Antonelli (Mercedes) se tornou, neste domingo, o campeão mundial mais jovem da história da Fórmula 1, um feito que continua a impressionar o paddock com seu talento, ousadia e personalidade ao volante.

Com apenas 20 anos e dois meses, o piloto nascido em Bolonha, no norte da Itália, conquistou no México o título mais cobiçado do automobilismo, ao final de uma temporada quase perfeita, em seu segundo ano na principal categoria.

Filho de Elisabetta — que prefere manter-se em segundo plano — e de Marco, ex-piloto e chefe de equipe, Andrea Kimi Antonelli subiu em um kart pela primeira vez aos sete anos de idade.

No entanto, seu pai, ciente das dificuldades que esse esporte pode acarretar, não queria que ele seguisse carreira no automobilismo.

“Quando eu era pequeno, antes de tudo começar, meu pai não queria que eu me tornasse piloto, porque o automobilismo pode ser muito cruel às vezes, especialmente no aspecto financeiro, já que é muito difícil ter sucesso sem o apoio das pessoas certas”, contou Antonelli durante uma coletiva de imprensa.

“À medida que fui crescendo, ele me ensinou tudo o que sabia: primeiro sobre as corridas e, agora, sobre a vida. É muito importante tê-lo ao meu lado nos Grandes Prêmios, ainda mais em uma temporada tão importante como esta”, acrescentou.

Transbordando talento, Antonelli logo chamou a atenção.

Aos 11 anos, já estava no radar do francês Gwen Lagrue, responsável pelo programa de jovens pilotos da Mercedes.

A escuderia alemã assumiu o comando de sua jovem promessa e o acompanhou em uma trajetória meteórica, na qual ele foi subindo de categoria a passos largos.

Um começo difícil na F1

Campeão europeu de kart em 2020 e 2021, da Fórmula 4 italiana e alemã em 2022 e da Fórmula Regional em 2023, o italiano estreou na Fórmula 2 em 2024 sem passar pela Fórmula 3.

Um ano depois, chegou à F1 e, em 2026, alcançou a consagração com suas primeiras pole positions e vitórias, logo coroadas por um título mundial tão merecido quanto inesperado.

“É difícil expressar em palavras o que sentimos durante as últimas voltas do Grande Prêmio da China, ao vê-lo atacar cada curva que o aproximava de sua primeira vitória na F1. A velocidade é uma coisa. A força mental é outra. No domingo, você provou que possui ambas”, elogiou, em março, após seu primeiro triunfo na China, o olheiro francês.

A primeira temporada do italiano na F1, marcada pela falta de referências e experiência, foi irregular e, por vezes, difícil.

Antonelli, sexto colocado na Fórmula 2 em 2024, assumiu o cockpit da Mercedes antes do previsto, após a surpreendente saída do britânico Lewis Hamilton — sete vezes campeão mundial — rumo à Ferrari.

“Desde o início, eu disse que ele tinha um talento enorme e uma grande personalidade, mas que precisaria de uma temporada na F1 para crescer e aprender, passando por momentos muito bons e também por fracassos”, disse Toto Wolff à AFP.

“Quando ele passou por uma fase difícil no verão de 2025, alguns começaram a duvidar de que ele pudesse ter sucesso na F1 e a dizer que não deveríamos tê-lo promovido tão cedo”, relembrou.

“O segundo ano deveria ser a prova de fogo para mostrar que ele era capaz de apresentar um bom desempenho, e ele conseguiu (…) Ele teve de lidar com a pressão, a mídia e as expectativas. Por isso, é ainda mais gratificante ver o quão bem ele se saiu este ano”, destacou o emblemático chefe da Mercedes.

A bênção de Hamilton

Sempre jovial, sorridente e brincalhão, Antonelli se tornou, em menos de dois anos, o grande animador do paddock.

Sempre que participa de uma coletiva de imprensa, ele demonstra seu senso de humor e contagia os outros pilotos, para a alegria dos jornalistas.

Peter Bonnington, seu engenheiro de corrida, que trabalhou anteriormente com Hamilton, já perdeu a conta das brincadeiras que o italiano fez com ele este ano… e das tortas de creme que ele acertou em seu rosto.

O britânico, de 41 anos e sete vezes campeão mundial, viu Antonelli crescer quando ainda corria pela Mercedes e não esconde a admiração que sente por ele. Na verdade, ele já lhe deu sua bênção.

“Ele é extremamente impressionante e merece ser campeão mundial”, afirmou Hamilton, que nesta temporada pareceu viver uma “segunda juventude” ao lado do descontraído piloto italiano, alguém que, talvez, um dia possa ameaçar seu recorde de sete títulos mundiais.

Informações da Gazeta Esportiva

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Há 96 anos, Vargas chegava ao poder após derrota nas urnas https://blogdozeotavio.com/2026/11/ha-96-anos-vargas-chegava-ao-poder-apos-derrota-nas-urnas/ https://blogdozeotavio.com/2026/11/ha-96-anos-vargas-chegava-ao-poder-apos-derrota-nas-urnas/#respond Mon, 02 Nov 2026 17:22:27 +0000 https://blogdozeotavio.com/?p=56447 Há 96 anos, em 3 de novembro de 1930, Getúlio Vargas assumia o comando do Brasil apesar de ter perdido a eleição presidencial realizada oito meses antes. Líder do movimento armado que derrubou Washington Luís e impediu a posse do vencedor, Júlio Prestes, o político gaúcho iniciou um governo que concentrou os poderes Executivo e Legislativo e manteve o Congresso Nacional fechado. Começava a Era Vargas, período de transformações políticas, econômicas e sociais, marcado também por rupturas institucionais.

Há 96 anos, em 3 de novembro de 1930, Getúlio Vargas assumia o comando do Brasil apesar de ter perdido a eleição presidencial realizada oito meses antes. Líder do movimento armado que derrubou Washington Luís e impediu a posse do vencedor, Júlio Prestes, o político gaúcho iniciou um governo que concentrou os poderes Executivo e Legislativo e manteve o Congresso Nacional fechado. Começava a Era Vargas, período de transformações políticas, econômicas e sociais, marcado também por rupturas institucionais.

Denúncias de fraudes

Na eleição de 1º de março, Júlio Prestes recebeu 1.091.709 votos, contra 742.794 de Vargas, segundo os resultados oficiais da época. Sua vitória foi proclamada pelo Congresso em 22 de maio, e a posse estava prevista para 15 de novembro. Prestes era o candidato governista, apoiado por Washington Luís e pelo Partido Republicano Paulista (PRP). Vargas liderava a Aliança Liberal, formada principalmente por forças de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba, além de setores reformistas. Ambos pertenciam às elites políticas regionais. O pleito ocorreu sob um sistema marcado por fraudes e denúncias de irregularidades.

A candidatura oposicionista ganhou força após Washington Luís apoiar outro paulista para sucedê-lo, contrariando lideranças mineiras e abalando a chamada política do café com leite. Em 3 de outubro, começou a revolta armada. Washington Luís foi deposto por militares no dia 24, e uma junta governativa assumiu o poder. Dez dias depois, 12 dias antes da posse prevista para Júlio Prestes, Vargas assumiu o Governo Provisório no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, então capital federal. O presidente eleito nunca chegaria a tomar posse.

Linha do tempo: Era Vargas foi marcada por golpes e avanço da legislação trabalhista.

Linha do tempo: Era Vargas foi marcada por golpes e avanço da legislação trabalhista.CPDOC/FGV

“Delegado da revolução”

No discurso de posse, Vargas apresentou a revolta como expressão da vontade popular, apesar da derrota nas urnas. Criticou o que chamou de “regime de ficção democrática” e justificou a derrubada do governo ao afirmar que “só pelas armas seria possível restituir a liberdade ao povo brasileiro”. Também anunciou reformas eleitorais, administrativas e trabalhistas.

Ao assumir a Presidência, declarou agir como “delegado da revolução, em nome do Exército, da Marinha e do povo brasileiro”. A expressão sintetizava a legitimidade reivindicada por Vargas: não a vitória eleitoral, mas o movimento armado que havia derrubado o governo anterior.

A ruptura foi acompanhada pela imprensa. Em 25 de outubro, um dia após a deposição de Washington Luís, O Estado de S. Paulo abriu seu noticiário com a frase “O Brasil respira”. O jornal aderiu publicamente ao movimento após a queda do presidente. O Globo registrou a saída de Washington Luís do Palácio Guanabara, enquanto a imprensa carioca acompanhava a chegada de Vargas ao poder.

Capas dos principais jornais do país à época destacaram a posse de Getúlio Vargas.

Capas dos principais jornais do país à época destacaram a posse de Getúlio Vargas.Reprodução/Arte Congresso em Foco

Congresso fechado por três anos

Oito dias depois da posse, Vargas editou o Decreto nº 19.398, de 11 de novembro de 1930, que confirmou a dissolução do Congresso Nacional, das assembleias estaduais e das câmaras municipais. A norma atribuiu ao Governo Provisório as funções dos poderes Executivo e Legislativo até a reorganização constitucional do país.

Sem fiscalização parlamentar regular, Vargas governou por decretos e substituiu governadores por interventores federais. A centralização provocou resistência, especialmente em São Paulo, que liderou a Revolução Constitucionalista de 1932, movimento armado que exigia uma nova Constituição.

O país voltou a ter uma assembleia eleita em 15 de novembro de 1933, com a instalação da Constituinte. A nova Constituição foi promulgada em 16 de julho de 1934 e, no dia seguinte, os constituintes elegeram Vargas presidente por voto indireto. O Governo Provisório chegava ao fim, mas Vargas permanecia no poder. A reorganização do funcionamento regular da Câmara e do Senado se completaria posteriormente.

Vargas posa para foto com o seu primeiro ministério em 1930.

Vargas posa para foto com o seu primeiro ministério em 1930.CPDOC/FGV

Reformas e volta ao poder pelo voto

Durante o Governo Provisório, Vargas criou os ministérios do Trabalho e da Educação, instituiu a carteira profissional e ampliou a regulamentação trabalhista. O Código Eleitoral de 1932 reconheceu o direito de voto das mulheres, instituiu o voto secreto e criou a Justiça Eleitoral, alterando práticas da Primeira República.

A ordem constitucional, porém, durou pouco. Em novembro de 1937, Vargas deu um novo golpe, fechou novamente o Congresso e instaurou a ditadura do Estado Novo. Nesse período, foram criados o salário mínimo, em 1940, e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 1943. O governo também impulsionou a industrialização, com a Companhia Siderúrgica Nacional e a Companhia Vale do Rio Doce.

Queda e volta pelas urnas

Deposto por militares em outubro de 1945, após 15 anos consecutivos no poder, Vargas retornou à Presidência pelo voto popular nas eleições de 1950. Tomou posse em janeiro de 1951 e, no novo mandato, criou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico, em 1952, e a Petrobras, em 1953. Seu último governo terminou em 24 de agosto de 1954, quando se suicidou no Palácio do Catete, em meio a uma grave crise política.

A trajetória iniciada em 1930 reuniu derrota eleitoral, chegada ao poder pelas armas, eleição indireta, ditadura e retorno pelo voto popular. Seu legado combina reformas trabalhistas, eleitorais e econômicas com a concentração autoritária de poderes e dois fechamentos do Congresso Nacional.

Informações do Congresso em Foco

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Denúncias de violência política quadriplicam em outubro no Disque 100 https://blogdozeotavio.com/2026/11/denuncias-de-violencia-politica-quadriplicam-em-outubro-no-disque-100/ https://blogdozeotavio.com/2026/11/denuncias-de-violencia-politica-quadriplicam-em-outubro-no-disque-100/#respond Mon, 02 Nov 2026 17:20:46 +0000 https://blogdozeotavio.com/?p=56445 O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) recebeu 189 denúncias de violência política, no período eleitoral deste ano. Está é a soma de comunicações feitas ao Disque 100, e diretamente à pasta ou a outros ministérios.

Todos os casos foram formalmente encaminhados ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), à Polícia Federal (PF), à Defensoria Pública da União (DPU), ao Ministério Público (MP), ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC).

Somente o Disque 100 recebeu, entre os dias 1° e 25 de outubro, 90 denúncias do tipo. O número é mais de quatro vezes superior às 20 comunicações feitas ao longo de todo o mês de setembro. 

Destaca-se a quantidade significativa de registros feitos nos dois dias de eleição. Foram 19 no dia 4 de outubro, data do primeiro turno, e 8 no dia 25, quando ocorreu a votação do segundo turno. A soma dessas duas datas representa 30% das denúncias do período analisado.

O MDHC ainda recebeu 38 denúncias feitas por outros canais ou repassadas por ministérios parceiros. Além disso, 41 denúncias foram entregues por parlamentares e representantes de partidos diretamente para a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, em uma reunião na semana passada.

“Os dados evidenciam uma elevação significativa dos registros de violência política, abrangendo violações relacionadas à violência política de gênero, à violência política étnico-racial e ao direito de votar e ser votado”, avaliou a pasta em nota. 

O Ministério destacou ainda que a livre expressão política é “direito constitucional fundamental para o exercício da cidadania e da democracia”, é que os números reforçam a importância de instrumentos de denúncia como o Disque 100. Informações da Agencia Brasil

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Lula garante que programas sociais serão mantidos https://blogdozeotavio.com/2026/11/lula-garante-que-programas-sociais-serao-mantidos/ https://blogdozeotavio.com/2026/11/lula-garante-que-programas-sociais-serao-mantidos/#respond Mon, 02 Nov 2026 17:07:55 +0000 https://blogdozeotavio.com/?p=56439 O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva garantiu, neste domingo (1º), que não vai extinguir nenhum programa social em seu próximo governo (2027-2030).

“O que pode acontecer é a gente criar novos programas sociais ou melhorar aqueles que já estão [funcionando]”, disse Lula em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram.

Reeleito para seu quarto mandato à frente do Poder Executivo federal, Lula assegurou que tudo o que prometeu durante a campanha eleitoral será cumprido, sem a extinção de programas sociais ou a revogação de direitos conquistados.

“Não acredite nos mentirosos de sempre, que vivem tentando vender desgraça e infelicidade para o nosso povo”, disse Lula, acusando opositores de estarem divulgando mentiras.

“Em uma semana que eu fiquei sem falar, a mentira tomou conta deste país outra vez”, comentou o presidente, explicando que, passado o segundo turno das eleições, no último dia 25, teve que se preservar, limitando suas aparições públicas, a fim de recuperar a voz – prejudicada pela rotina intensa da campanha.

Em 2022, o presidente se submeteu a uma laringoscopia, uma cirurgia para retirar uma lesão superficial na corda vocal esquerda que afetava sua voz, deixando-o bem rouco. A rouquidão ressurgiu durante a mais recente campanha. Desde então, Lula vem sendo acompanhado por uma fonoaudióloga.

“Estava sem voz durante a semana inteira. Fiz muito trabalho para me recuperar e estou me recuperando […] Estou bem de saúde, a voz melhorou e logo, logo, quero voltar a percorrer o Brasil para visitar cada estado e agradecer, olhando nos olhos de vocês que foram para as ruas e mantiveram o funcionamento da democracia brasileira”, explicou Lula, agradecendo os mais de 64,2 milhões de votos que recebeu no segundo turno. Informações da Agencia Brasil

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Unesco: 189 jornalistas foram mortos no mundo em 2024 e 2025 https://blogdozeotavio.com/2026/11/unesco-189-jornalistas-foram-mortos-no-mundo-em-2024-e-2025/ https://blogdozeotavio.com/2026/11/unesco-189-jornalistas-foram-mortos-no-mundo-em-2024-e-2025/#respond Mon, 02 Nov 2026 17:07:06 +0000 https://blogdozeotavio.com/?p=56436 Levantamento divulgado nesta segunda-feira (2) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) mostra que 189 jornalistas foram assassinados no mundo em 2024 e 2025. Esse é o maior número de mortes registrado pela Unesco desde o biênio 2014/2015, ou seja, dez anos antes, quando foram observadas 215 ocorrências.

De acordo com o Relatório sobre a Segurança de Jornalistas e o Perigo da Impunidade, a maior parte das mortes (127) ocorreu em país que são zonas de conflito, ou seja, 67% do total. Houve um aumento de 24% em relação ao biênio 2022/2023.

Cinquenta dessas mortes foram por drones. Ataques a escritórios de veículos de imprensa ou instalações que abrigavam jornalistas também foram registrados nessas áreas de conflito. Pelo menos 36 morreram nessa situação. Em um dos casos, nove profissionais morreram de uma só vez.

O levantamento mostra ainda que, em pelo menos 15 casos, há indícios de que os jornalistas tenham sido alvejados mesmo usando coletes com a identificação de “imprensa” ou estando em carros claramente identificados como sendo de jornalistas.

O número de profissionais de imprensa que foram mortos em países fora de zonas de conflito no biênio 2024/2025 (62 casos) é o menor em 18 anos. Desses 62, 17 foram assassinados em seus escritórios; 33, em seus veículos; e 20, na própria casa, em alguns casos junto com membros de suas famílias. Quatro morreram em ataques terroristas e sete foram mortos em situações de manifestações, seja por manifestantes seja por forças policiais.

Em relação ao contexto das mortes, o levantamento mostrou que 104 delas ocorreram enquanto jornalistas cobriam conflitos armados. Mas houve também 38 mortes daqueles reportavam sobre política, 22 dos que trabalhavam em histórias sobre atividades criminais e outras daqueles que noticiavam sobre corrupção.

“Isso mostra que fazer reportagens sobre alguns assuntos pode ser tão perigoso quanto reportar em uma zona de guerra”, afirma a diretora de Liberdade de Expressão e Desenvolvimento da Mídia e Alfabetização Midiática e Informacional da Unesco, Sylvie Couldray.

Dentre os 189 mortos, cinco tinham entre 15 e 24 anos e 20, entre 25 e 29 anos. Foram mortas 14 mulheres, ou seja, 7% do total, o menor percentual desde o biênio 2012/2013. Treze dessas jornalistas foram mortas em países zonas de conflito.

A Palestina, que desde 2023 vem sofrendo ataques de forças israelenses, foi o local onde houve mais mortes de jornalistas (62), ou seja, um terço do total registrado no biênio.

No Brasil, foi registrada apenas uma morte, Luís Augusto Carneiro da Costa, conhecido como Luisinho Costa, assassinado no estúdio da Rádio Guarany, em Abaetetuba, no nordeste do Pará, em maio de 2025. De acordo com a Polícia Civil do Pará, o inquérito foi concluído e remetido à Justiça, com quatro pessoas indiciadas.

Impunidade

Segundo a Unesco, desde 2006, 1.641 jornalistas foram assassinados em todo o mundo, mas apenas 223 dessas mortes foram solucionadas pelo sistema judiciário (14% do total). A maioria dos assassinatos (1.013 ou 66%), no entanto, continua impune, com processos ainda em andamento ou não solucionados. Em 321 casos (20%), a organização não recebeu respostas das autoridades.

De acordo com a Unesco, o nível de impunidade (a soma dos casos não solucionados com aquelas situações em que as autoridades não responderam) chegou a 86% neste ano, um ponto a mais que em 2024. Essa foi a primeira alta desde 2012.

“O relatório é uma ferramenta importante para monitorar as tendências globais, além de nos lembrar que proteger jornalistas e acabar com a impunidade são essenciais para salvaguardar a liberdade de expressão e o direito do público à informação”, afirma a diretora de Comunicação e Informação da Unesco, Mariya Gabriel.

Apesar de apresentar apenas dados relacionados a assassinatos, o relatório também reforça que os jornalistas estão sujeitos a outros tipos de violência não letal, como sequestros, desaparecimentos forçados, detenções arbitrárias, ataques online baseados no gênero do jornalista e a limitação ao movimento desses profissionais.

A Unesco também entrou em contato com autoridades dos 78 países com registros de violência contra jornalistas. Desse total, 38 forneceram informações sobre medidas adotadas para promover a segurança desses profissionais e combater crimes contra eles.

O Brasil, de acordo com o relatório, informou que adotou o Protocolo Nacional para a Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, iniciativa lançada em abril deste ano, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O protocolo foi incluído no repositório de mecanismos nacionais de segurança da Unesco.

Informações da Agencia Brasil

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Corinthians perde do Cruzeiro nos pênaltis e fica com vice da Libertadores feminina https://blogdozeotavio.com/2026/11/corinthians-perde-do-cruzeiro-nos-penaltis-e-fica-com-vice-da-libertadores-feminina/ https://blogdozeotavio.com/2026/11/corinthians-perde-do-cruzeiro-nos-penaltis-e-fica-com-vice-da-libertadores-feminina/#respond Mon, 02 Nov 2026 16:20:59 +0000 https://blogdozeotavio.com/?p=56433 Neste sábado, no Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, no Equador, o Corinthians perdeu para o Cruzeiro por 5 a 4 nos pênaltis após empatar em 4 a 4 no tempo normal pela final da Copa Libertadores feminina. A equipe mineira conquistou pela primeira vez o título da competição.

Gabi Zanotti (2) e Vic Albuquerque (2) marcaram os gols das Brabas, que chegaram a abrir 3 a 0 no placar, enquanto Byanca Brasil, Vitória Calhau, Letícia e Ketlin fizeram para as Cabulosas.

Histórico!

Com o título inédito, o Cruzeiro fez história na sua primeira participação na Libertadores feminina. Na fase de grupos, a equipe superou Bolívar, Olimpia e LDU e avançou no primeiro lugar do Grupo C. Nas quartas de final, o time mineiro fez 3 a 0 no Libertad, além de bater novamente o Olimpia por 1 a 0 na semifinal.

O Corinthians, por sua vez, perdeu a chance de conquistar o heptacampeonato da competição, que seria o quarto título consecutivo.

Ficha técnica

Corinthians 4 x 4 Cruzeiro

Competição: Copa Libertadores da América feminina – Final (jogo único)
Data: 31 de outubro de 2026 (sábado)
Horário: 21h (de Brasília)
Local: Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito (Equador)

Gols

  • Gabi Zanotti, aos 4′ do 1ºT (Corinthians)
  • Gabi Zanotti, aos 42′ do 1ºT (Corinthians)
  • Vic Albuquerque, aos 4′ do 2ºT (Corinthians)
  • Byanca Brasil, aos 7′ do 2ºT (Cruzeiro)
  • Vitória Calhau, aos 12′ do 2ºT (Cruzeiro)
  • Vic Albuquerque, aos 23′ do 2ºT (Corinthians)
  • Ketlin, aos 29′ do 2ºT (Cruzeiro)
  • Letícia, aos 47′ do 2ºT (Cruzeiro)

Escalações

Corinthians

Lelê; Thaís Regina, Thaís Ferreira e Érika; Gi Fernandes, Gabi Zanotti (Robledo), Letícia Monteiro, Duda Sampaio e Tamires (Juliete); Vic Albuquerque e Dayana Rodríguez.
Técnica: Emily Lima.

Cruzeiro 

Camila Rodrigues; Letícia Alves (Milena), Vitória Calhau, Yenifer Gamboa, Isadora Amaral (Ketlin) e Gisseli (Letícia); Ana Flávia (Pri Back), Letícia Bedoya, Vanessa e Marília (Michelle); Byanca Brasil.
Técnico: Jonas Urias.

Como foi o jogo?

Logo aos três minutos, Gi Fernandes fez boa jogada pela direita e cruzou na área para Gabi Zanotti cabecear no canto esquerdo de Camila Rodrigues e abrir o placar para o Corinthians. Aos 41, Isadora saiu jogando errado e foi interceptada por Vic Albuquerque, que serviu Gabi Zanotti na marca do pênalti. A camisa 10 bateu de primeira no contrapé da goleira para ampliar para as Brabas.

No início da segunda etapa, aos quatro minutos, Letícia Monteiro cruzou rasteiro e viu Duda Sampaio fazer um corta-luz para Vic Albuquerque finalizar de primeira e marcar o terceiro gol corintiano. No entanto, três minutos depois, Letícia cruzou e, na tentativa de agarrar a bola, a goleira Letícia Izidoro falhou e soltou nos pés de Byanca Brasil, que diminuiu para o Cruzeiro.

Cinco minutos depois, Marília foi derrubada por Lelê e a árbitra assinalou penalidade máxima para as Cabulosas. Na cobrança, Vitória Calhau bateu no ângulo direito, sem chances para a goleira. Aos 23, Gi Fernandes tocou para Vic Albuquerque na entrada da área chutar no cantinho esquerdo para ampliar.

Aos 29 minutos, em cobrança de escanteio realizada por Byanca Brasil, Ketlin subiu mais que a marcação e fez o terceiro das cruzeirenses. No apagar das luzes, aos 47, Vanessinha levantou na área e Letícia apareceu para completar de cabeça, levando o jogo para os pênaltis.

Pênaltis

Corinthians:

Vic Albuquerque
Duda Sampaio
Jaqueline (para fora)
Belén Aquino
Thaís Ferreira
Robledo (para fora)
Gi Fernandes (defesa da goleira)

Cruzeiro:

Byanca Brasil
Letícia
Pri Back (defesa da goleira)
Michele
Calhau
Bedoya (para fora)
Milena

Informações da Gazeta Esportiva

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Reforma eleitoral: Voto distrital foi adotado por 71 anos no Brasil https://blogdozeotavio.com/2026/11/reforma-eleitoral-voto-distrital-foi-adotado-por-71-anos-no-brasil/ https://blogdozeotavio.com/2026/11/reforma-eleitoral-voto-distrital-foi-adotado-por-71-anos-no-brasil/#respond Mon, 02 Nov 2026 16:16:54 +0000 https://blogdozeotavio.com/?p=56430 O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), estabeleceu a adoção do sistema distrital misto como reforma prioritária para ser debatida na Casa ainda este ano. Se aprovada, a mudança marcará o início da segunda experiência brasileira com uma variação do voto distrital, utilizado em diferentes formatos desde o século 19.

O Brasil adotou o voto distrital pela primeira vez em 1855, durante o Segundo Reinado, e manteve variações do sistema até 1932, quando o primeiro Código Eleitoral instituiu a representação proporcional. Nesse intervalo de 77 anos, o modelo passou por sucessivas reformas e teve sua aplicação interrompida entre 1875 e 1881, totalizando 71 anos de vigência.

A principal diferença está na forma de distribuição das cadeiras. No sistema proporcional atualmente em vigor, os votos recebidos pelos candidatos e partidos determinam quantos representantes cada legenda pode eleger. Já no distrital, o território é dividido em regiões menores, e os eleitores escolhem representantes para cada uma delas.

O sistema distrital misto combina os dois critérios. Parte dos parlamentares seria eleita diretamente pelos moradores dos distritos, enquanto as demais vagas seriam distribuídas segundo a votação dos partidos. A proposta resgata um debate presente na política brasileira há décadas, inclusive durante a elaboração da Constituição de 1988.

Primeiro experimento: a Lei dos Círculos

O Brasil introduziu o voto distrital em setembro de 1855, por meio da chamada Lei dos Círculos, aprovada durante o Segundo Reinado. Até então, os deputados eram escolhidos por votação em toda a província, equivalente aos atuais Estados. A nova legislação dividiu as províncias em distritos eleitorais, chamados círculos, e estabeleceu a eleição de apenas um deputado por região.

O sistema era majoritário e exigia que o candidato alcançasse a maioria absoluta dos votos. Caso ninguém atingisse esse percentual, eram convocados novos turnos. A reforma buscava ampliar as possibilidades de representação de grupos minoritários e lideranças locais, que enfrentavam dificuldades para conquistar vagas nas eleições provinciais.

Um pleito depois, o modelo foi reformado. Em 1860, a Segunda Lei dos Círculos ampliou os distritos e passou a permitir a eleição de três deputados em cada um deles. A alteração reduziu a influência individual das lideranças locais e devolveu parte do controle das candidaturas às organizações políticas provinciais.

Em 1875, foi instituída a Lei dos Terços. A legislação abandonou temporariamente a divisão por distritos e restabeleceu a eleição em toda a província. Cada eleitor passou a votar em candidatos correspondentes a dois terços das vagas disponíveis, com o objetivo de reservar espaço às minorias políticas. Em 1881, a Lei Saraiva restabeleceu os distritos de um deputado e introduziu as eleições diretas para a Câmara, encerrando o sistema de escolha em dois graus.

Reformas da República Velha

A proclamação da República, em 1889, abriu novo período de alterações nas regras eleitorais. A Constituição de 1891 deixou a definição do sistema de escolha dos deputados para a legislação ordinária. Em 1892, o Congresso aprovou o retorno dos distritos de três representantes, com votação limitada a dois nomes por eleitor. Com isso, se buscava permitir que grupos minoritários conquistassem parte das vagas disponíveis em cada distrito.

Em 1904, a chamada Lei Rosa e Silva ampliou os distritos para cinco deputados, como regra geral. Os eleitores passaram a votar em quatro candidatos nessas circunscrições, enquanto a quinta vaga poderia ser conquistada pela oposição. O sistema permaneceu em vigor nas décadas seguintes, durante o período de domínio das oligarquias estaduais na política nacional.

A possibilidade de participação da oposição dependia, entretanto, das condições políticas de cada Estado. As eleições eram marcadas pelo controle das máquinas políticas estaduais, pela influência dos governantes locais e por práticas de fraude eleitoral. Frequentemente, as vagas destinadas às minorias eram ocupadas por candidatos que haviam negociado previamente seu espaço com os grupos governistas, restringindo a representação de adversários políticos.

Código de 1932 e o fim do voto distrital

A Revolução de 1930 encerrou a República Velha e levou Getúlio Vargas ao poder. Dois anos depois, o governo provisório promulgou o primeiro Código Eleitoral brasileiro, que substituiu o sistema distrital pela representação proporcional. A reforma também criou a Justiça Eleitoral, instituiu o voto secreto e reconheceu o direito de voto das mulheres.

A adoção da proporcionalidade permitiu que partidos conquistassem cadeiras de acordo com sua votação, em vez de depender exclusivamente das vitórias individuais de candidatos em determinadas regiões. O sistema de 1932 ainda continha regras de apuração majoritária para o preenchimento de sobras eleitorais, mas abandonou a divisão dos Estados em distritos menores. Esse desenho foi incorporado à Constituição de 1934.

Os motivos que levaram à escolha desse modelo permanecem objeto de debate entre historiadores e cientistas políticos. Uma das explicações mais difundidas é que a reforma buscava ampliar a participação das oposições e impedir que os grupos políticos dominantes conquistassem praticamente todas as vagas. A proporcionalidade permitiria que forças minoritárias obtivessem representação parlamentar mesmo sem vencer a disputa em determinada região.

Outra hipótese considera os interesses políticos do governo provisório, que procurava reduzir as possibilidades de retorno das antigas oligarquias ao poder. Nessa interpretação, a mudança das regras eleitorais também servia para fortalecer as forças organizadas após a Revolução de 1930 e legitimar o novo regime por meio das urnas.

Debate na Constituinte de 1988

A redemocratização recolocou o voto distrital na discussão sobre a organização do sistema político brasileiro. A proposta já havia recebido previsão constitucional em 1982, durante o governo de João Figueiredo, com a determinação de que deputados fossem eleitos pelo modelo distrital misto. A implementação dependia de regulamentação, e a regra acabou revogada em 1985, antes de ser aplicada.

Na Assembleia Nacional Constituinte de 1987 e 1988, o sistema distrital misto voltou a ser defendido como alternativa ao proporcional. A divisão das vagas entre eleições majoritárias nos distritos e votação proporcional provocou divergências entre os constituintes, especialmente quanto à representação das minorias políticas.

Os parlamentares contrários ao modelo argumentavam que a divisão territorial poderia restringir a participação de diferentes correntes políticas, favorecendo partidos com maior concentração de votos em determinadas regiões. Os defensores sustentavam que a combinação dos dois sistemas permitiria preservar a representação proporcional e fortalecer os vínculos entre eleitores e representantes, facilitando a fiscalização da atuação dos deputados.

O modelo proporcional saiu vencedor, e permanece em vigor até hoje para a eleição de deputados federais, estaduais e distritais, bem como para vereadores.

Críticas ao voto proporcional

A manutenção do sistema proporcional não encerrou o debate sobre a reforma eleitoral. Nas décadas seguintes, parlamentares e especialistas passaram a questionar principalmente a fragmentação partidária, a influência dos candidatos individualmente mais votados sobre o resultado dos partidos e as dificuldades dos eleitores para identificar seus representantes no Congresso.

O voto distrital misto voltou a ser discutido em diferentes propostas de reforma política, especialmente durante os anos 1990 e 2000. Seus defensores sustentavam que a eleição de representantes por regiões menores facilitaria a identificação dos responsáveis por defender os interesses locais. Em 2015, a Câmara rejeitou proposta de adoção do distrital misto por 369 votos contrários e 99 favoráveis, mantendo o sistema proporcional.

Parte das reformas aprovadas posteriormente procurou reduzir a fragmentação partidária sem abandonar o sistema proporcional. Em 2017, o Congresso instituiu a cláusula de desempenho, que passou a exigir votação ou representação parlamentar mínima para garantir aos partidos acesso ao Fundo Partidário e à propaganda gratuita no rádio e na televisão. A legislação estabeleceu exigências progressivas, com patamares maiores a cada eleição, incentivando fusões e incorporações entre legendas.

Modelo “distritão”

Outra alternativa discutida no Congresso foi o chamado “distritão“, que utiliza o critério majoritário sem dividir os Estados em distritos menores. Nesse sistema, cada Estado funciona como distrito eleitoral único, e as cadeiras são ocupadas pelos candidatos individualmente mais votados, independentemente do total de votos conquistado por seus partidos.

A principal diferença em relação ao sistema proporcional está na contagem dos votos. Atualmente, candidatos com grandes votações podem ajudar a eleger outros integrantes da mesma legenda. No distritão, cada candidatura depende exclusivamente dos próprios votos para conquistar uma das vagas disponíveis. O modelo elimina o mecanismo de distribuição proporcional das cadeiras entre os partidos.

A Câmara discutiu o distritão em diferentes propostas de reforma política. Em 2015, o plenário rejeitou sua adoção por 267 votos contrários e 210 favoráveis. Dois anos depois, outra proposta previa o distritão como etapa de transição para o distrital misto. O texto também foi rejeitado, por 238 votos contrários e 205 favoráveis.

Distrital misto em pauta

Hugo Motta anunciou na quarta-feira (28) que pretende colocar a mudança do sistema eleitoral em votação ainda em 2026, após reunião com dirigentes e lideranças de partidos de centro. A proposta em discussão prevê a adoção definitiva do voto distrital misto em 2034, com regras de transição para as eleições de 2030. O presidente da Câmara pretende construir acordo entre as bancadas e discutir o assunto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

O deputado defendeu que a reforma seja discutida ainda neste ano, aproveitando o período posterior às eleições gerais para negociar alterações nas regras de escolha dos representantes. A proposta alcançaria as eleições de deputados e vereadores, preservando as regras majoritárias utilizadas para a escolha de prefeitos, governadores, senadores e presidente da República.

O plano dos líderes da Câmara é instituir o novo modelo a partir de emenda constitucional. Desta forma, para entrar em vigor, a reforma precisará receber o apoio de pelo menos três quintos dos integrantes da Câmara e do Senado, em dois turnos de votação em cada Casa.

Informações do Congresso em Foco

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Trump descarta encontro com Flávio, mas diz que ele pode ficar nos EUA https://blogdozeotavio.com/2026/11/trump-descarta-encontro-com-flavio-mas-diz-que-ele-pode-ficar-nos-eua/ https://blogdozeotavio.com/2026/11/trump-descarta-encontro-com-flavio-mas-diz-que-ele-pode-ficar-nos-eua/#respond Mon, 02 Nov 2026 16:15:18 +0000 https://blogdozeotavio.com/?p=56427 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (31) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pode permanecer no país pelo tempo que desejar. Apesar da manifestação de apoio ao candidato derrotado na eleição presidencial brasileira, Trump disse não ter planos de encontrá-lo. Flávio está em Miami desde quarta-feira (28), depois de deixar o Brasil contrariando uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Em conversa com jornalistas em Mar-a-Lago, na Flórida, Trump afirmou que não pretende receber o senador. “Não tenho planos de encontrá-lo, mas acho que ele foi muito maltratado. Muito maltratado. Então, ele pode ficar aqui pelo tempo que quiser”, declarou.

Questionado se havia conversado com Flávio, o republicano não respondeu diretamente. Repetiu que o senador poderia permanecer nos Estados Unidos e voltou a criticar o resultado eleitoral brasileiro. “Na minha opinião, a eleição foi uma vergonha”, afirmou.

Trump não apresentou provas de irregularidades na votação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a reeleição de Lula (PT), com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio. O PL, partido do senador, reconheceu o resultado das urnas.

Trump autorizou entrada de Flávio

As declarações ocorreram no mesmo dia em que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, negou participação direta do governo dos Estados Unidos na organização da saída de Flávio do Brasil.

“Não facilitamos nada”, afirmou Rubio. O secretário confirmou, porém, que Trump autorizou a entrada do senador e de sua família em território americano.

Segundo Rubio, Flávio já possuía visto e recebeu uma autorização migratória temporária, conhecida como parole. O mecanismo permite o ingresso no país por decisão das autoridades americanas, mas não equivale à concessão de asilo ou residência permanente. Assim, a declaração de Trump de que o senador pode ficar pelo tempo que quiser não significa, por si só, autorização legal para permanência indefinida.

A negativa de Rubio contrasta com reportagens dos jornais The Wall Street Journal e The New York Times, segundo as quais Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca, ajudou a providenciar o avião particular utilizado por Flávio. Não está esclarecido se Miller agiu por iniciativa própria ou em nome do governo americano. Informações do Congresso em Foco

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Justiça manda Meta excluir posts sobre demissão por voto político https://blogdozeotavio.com/2026/11/justica-manda-meta-excluir-posts-sobre-demissao-por-voto-politico/ https://blogdozeotavio.com/2026/11/justica-manda-meta-excluir-posts-sobre-demissao-por-voto-politico/#respond Mon, 02 Nov 2026 16:14:06 +0000 https://blogdozeotavio.com/?p=56424 Responsável pelo Instagram, Facebook e Threads, a Meta terá de retirar do ar publicações que incentivem empresários a perseguir, expor ou demitir funcionários por suas preferências políticas, decidiu a Justiça do Trabalho.

A liminar foi concedida nesta quinta-feira (29) pelo juiz Bruno José Perusso, da 77ª Vara do Trabalho de São Paulo, em ação civil pública apresentada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

O órgão pede ainda o pagamento de R$ 50 milhões por danos morais coletivos. A empresa tem até 24 horas, a partir da notificação, para remover 14 conteúdos identificados pelo MPT.

A decisão também prevê a suspensão da recomendação algorítmica dessas publicações e a divulgação de um alerta sobre assédio eleitoral aos usuários das três plataformas no Brasil.

Assédio eleitoral

Segundo o Ministério Público do Trabalho, a ação foi motivada pelo recebimento de mais de 3.080 denúncias de assédio eleitoral em todo o país durante o pleito de 2026. Desse total, 1.147 comunicações foram registradas em um intervalo de 72 horas após o segundo turno.

De acordo com o órgão, publicações nas redes sociais incentivavam empregadores a:

  • investigar os perfis de funcionários para identificar suas preferências políticas;
  • monitorar o voto dos trabalhadores;
  • deixar de contratar pessoas por suas convicções políticas;
  • demitir empregados que apoiaram candidatos diferentes dos preferidos pelos patrões; e
  • expor trabalhadores à ridicularização pública por suas escolhas eleitorais.

O MPT também aponta que os sistemas de recomendação das plataformas, como a aba “explorar” do Instagram e os reels (vídeos curtos) sugeridos, poderiam ampliar o alcance desse tipo de conteúdo.

Obrigações da Meta

A decisão estabelece uma série de medidas que deverão ser cumpridas pela empresa:

  • remoção: excluir, em até 24 horas após a notificação, as 14 publicações indicadas pelo MPT;
  • recomendações: interromper o impulsionamento algorítmico dos conteúdos identificados;
  • notificação: comunicar aos responsáveis pelas contas atingidas que as publicações foram removidas por determinação judicial, em até 48 horas;
  • preservação de provas: manter os materiais retirados e seus registros técnicos até o fim do processo; e
  • alerta aos usuários: publicar um aviso institucional nas três plataformas em até 72 horas, com permanência de cinco dias consecutivos.

O comunicado deverá informar que a legislação brasileira proíbe a discriminação de trabalhadores por convicção, preferência ou manifestação política, inclusive em processos seletivos e decisões de demissão.

Liberdade de expressão

Na decisão, o juiz Bruno José Perusso destacou que a liberdade de expressão e a manifestação de opiniões políticas são direitos assegurados, mas não autorizam o incentivo a práticas discriminatórias nas relações de trabalho.

O magistrado diferenciou a manifestação de opiniões partidárias da incitação à perseguição profissional de trabalhadores por suas escolhas eleitorais.

A decisão também ressalta que a possibilidade de demissão sem justa causa não permite que empregadores utilizem a preferência política do funcionário como motivo para punição discriminatória.

Multas e indenização

Em caso de descumprimento da ordem de remoção, a Meta poderá receber multa diária de R$ 50 mil por publicação mantida no ar. Já o descumprimento da obrigação de divulgar o comunicado institucional poderá resultar em multa de R$ 200 mil.

A liminar tem caráter provisório e não representa o julgamento definitivo da ação. O pedido de indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos ainda será analisado pela Justiça.

O processo tramita na 77ª Vara do Trabalho de São Paulo. A Meta poderá contestar a decisão nas instâncias da Justiça do Trabalho.

Informações da Agencia Brasil

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