O Atlético-MG é o campeão Mineiro de 2021. O 46º título do clube na competição saiu neste sábado (22), após empate por 0 a 0 com o América-MG no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte. Como o jogo de ida da final também terminou empatado por 0 a 0, o Galo gritou campeão, já que obteve a melhor campanha na primeira fase em relação ao oponente da decisão.

Com mais este troféu conquistado, o Atlético-MG ampliou a hegemonia no estado, abrindo oito títulos de vantagem em relação ao Cruzeiro, que já levou 38 campeonatos na história. O América-MG é o terceiro maior vencedor, com 16 conquistas.

No primeiro tempo, o América-MG teve duas oportunidades de abrir o placar logo no início. Aos 4 minutos, Felipe Azevedo finalizou obrigando a intervenção do goleiro Éverson. Na sequência, Rodolfo José, aos 6, quase marcou de cabeça.

Aos 17 foi a vez de o Atlético-MG responder com um desvio do zagueiro Igor Rabelo, mas o goleiro Matheus Cavichioli evitou que a bola entrasse. Aos 34, Cavichioli voltou a salvar o Coelho em um chute do argentino Nacho Fernández dentro da grande área. Aos 44, novamente Nacho incomodou em finalização que saiu por cima da baliza adversária.

Após o intervalo, o Galo teve a melhor oportunidade da decisão, mas não obteve êxito. Aos 5, Felipe Azevedo foi derrubado por Igor Rabelo. O árbitro Felipe Fernandes de Lima marcou pênalti. Rodolfo José cobrou e a bola explodiu na trave. Apesar da penalidade perdida, o atacante terminou como artilheiro do Campeonato Mineiro, tendo balançado sete vezes as redes adversárias.

Na sequência, as duas equipes alternaram bons momentos na partida, mas sem conseguirem inaugurar o placar. Final de jogo: América-MG 0, Atlético-MG 0.

FICHA TÉCNICA DA PARTIDA

ATLÉTICO-MG 0 X 0 AMÉRICA-MG

Data: 22 de maio de 2021
Horário: 16h30 (de Brasília)
Local: Estádio Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Felipe Fernandes de Lima
Assistentes: Marcus Vinicius Gomes e Felipe Allan da Costa
VAR: Emerson de Almeida Ferreira
Cartões amarelos: Guilherme Arana, Tchê, TchÊ, Hulk e Guga (ATL); Leandro Carvalho e Anderson Jesus (AME)
Cartões vermelhos: Lohan(AME)
Gols: –

ATLÉTICO-MG (Técnico: Cuca)
?

Everson; Guga, Igor Rabello, Junior Alonso e Guilherme Arana , Tchê Tchê, Jair (Zaracho, aos 10’-2ºT) e Nacho Fernández (Hyoran, aos 44’-2ºT); Hulk (Sasha, aos 44’-2ºT),  Keno (Marrony, aos 10’-2ºT) e Savarino (Vargas, aos 26’-2ºT)

AMÉRICA-MG (Técnico: Lisca)
?

Matheus Cavichioli, Diego Ferreira, Eduardo Bauermann, Anderson Jesus e Marlon (Geovane, aos 35’-2ºT); Zé Ricardo, Juninho (Ramon, aos 35’-2ºT) e Felipe Azevedo (Leandro Carvalho, aos 16’-2ºT); Alê, Rodolfo (Ribamar, aos 26’-2ºT) e Ademir (Bruno Nazário, aos 26’-2ºT).

Ranking dos campeões

Disputado desde 1915, o Campeonato Mineiro foi vencido por apenas sete clubes: América-MG, Atlético-MG, Caldense, Cruzeiro, Ipatinga, Siderúrgica e Villa Nova-MG.

Atlético – 46 títulos

1915, 1926, 1927, 1931, 1932*, 1936, 1938, 1939, 1941, 1942, 1946, 1947, 1949, 1950, 1952, 1953, 1954, 1955, 1956**, 1958, 1962, 1963, 1970, 1976, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1985, 1986, 1988, 1989, 1991, 1995, 1999, 2000, 2007, 2010, 2012, 2013, 2015, 2017, 2020 e 2021

Cruzeiro – 39 títulos

1928, 1929, 1930, 1940,1943, 1944, 1945, 1956*, 1959, 1960, 1961, 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975, 1977, 1984, 1987, 1990, 1992, 1994, 1996, 1997, 1998, 2003, 2004, 2006, 2008, 2009, 2011, 2014, 2018, 2019

América – 16 títulos

1915, 1917, 1918, 1919, 1920, 1921, 1922, 1923, 1924, 1925, 1948, 1957, 1971, 1993, 2001 e 2016

Villa Nova – 5 títulos

1932*, 1933, 1934, 1935, 1951

Siderúgica – 2 títulos

1937, 1964

Caldense – 1 título

2002

Ipatinga – 1 título

2005

*Em 1932, o Atlético venceu o campeonato da Liga Mineira de Desportos Terrestres (LMDT), enquanto o Villa ganhou o da Associação Mineira de Esportes Geraes (AMEG).

**Em 1956, o título de campeão mineiro foi divido entre Atlético e Cruzeiro. Na ocasião, a final aconteceu em melhor de três partidas. No entanto, surgiu a informação de que o zagueiro Laércio, jogador do Galo, não poderia trabalhar por não ter cumprido o exercício militar obrigatório, conforme a legislação vigente. Como ele havia sido inscrito nas finais, o Cruzeiro entrou com recurso pedindo os pontos do segundo jogo, que havia terminado empatado. A briga judicial se estendeu até 1959, quando a FMF tentou marcar outra partida, mas os clubes não aceitaram e decidiram dividir o título.

Fonte: Agência Brasil / Globo Esporte / Lance