O presidente francês Emmanuel Macron foi reeleito neste domingo, 24, com 58% contra a candidata da extrema direita Marine Le Pen, que obteve 42% dos votos válidos, segundo informações do Ifop-Fiducial, para o portal de notícias TF1.

Macron, desta forma, iniciará seu segundo mandato à frente do Estado francês. Nas últimas eleições, em 2017, Macron também venceu contra Le Pen. Na época, no entanto, o resultado foi mais largo, com o atual presidente registrando 66% contra 34% da candidata da extrema direita.

Desta vez, Marine Le Pen registrou uma votação recorde para seu partido, o Reagrupamento Nacional (antiga Frente Nacional), com 12 milhões de votos, contra 17 milhões para Macron.

“Sou o presidente de cada um de vocês”, disse Macron, no Campo de Marte, aos pés da Torre Eiffel. “Ninguém ficará para trás, nós teremos que responder à raiva do país”.   

O líder francês declarou alguns dos desafios que enfrentará no seu novo mandato de cinco anos, iniciando pelo avanço da extrema direita. Para ele, este é o momento de unir todo o país.   

“Eu não sou mais o candidato de um campo [político], mas sim o presidente de todas e todos”, enfatizou ele, prometendo dar respostas aos que votaram na extrema direita.   

“Nós temos de ter uma ambição, nós temos muito a fazer. A guerra na Ucrânia nos lembrou das consequências trágicas e que a França precisa erguer sua voz e mostrar suas escolhas de forma mais claras, em todas as demandas, e nós faremos isso. Nós também temos que estar muito vigilantes, ter respeito, porque esse é um tempo de grande dúvida e divisão. Portanto, temos de ser fortes, mas ninguém será deixado de fora”, afirmou Macron.   

De acordo com o presidente francês, seu novo governo não será uma continuidade dos próximos cinco, mas um esforço coletivo para remodelar o governo. “Cada um de nós terá uma responsabilidade, cada um de nós terá de estar comprometido, porque todos nós somos importantes e vamos além de nós mesmos. É isso que faz o povo francês.” Durante seu discurso, ele reforçou ainda que seu projeto é transformar a França em uma nação ecológica. (ANSA) – Informações da Isto É