Em partida realizada na tarde deste sábado (30), o Náutico venceu o Retrô por 1 a 0 no tempo normal e, nos pênaltis, garantiu seu título de número 24 do estadual.

Após ter perdido o primeiro jogo nos Aflitos por 1 a 0 e tendo o meia Jean Carlos expulso aos 22 minutos do primeiro tempo do jogo de volta, o Náutico precisava, portanto, de uma postura determinante para ser campeão pela segunda vez consecutiva do estadual de Pernambuco. E foi isso que mostrou, de fato, ao seu torcedor!

Náutico bicampeão pernambucano

Após 90 minutos de muita intensidade por parte do Náutico, a partida de volta que decidiria o futuro do Campeonato Pernambucano acabou sendo indo, afinal, para os pênaltis. Antes, porém, embora tenha perdido seu camisa 10 logo na primeira metade do primeiro tempo, o Náutico não diminuiu a intensidade de suas ações ofensivas e, por vezes, parecia o time que tinha a superioridade numérica.

Dessa forma, mantendo a pegada em praticamente todos os mais de 50 minutos jogados no primeiro tempo, o time de Roberto Fernandes conseguiu marcar de pênalti no final da primeira etapa em um lance bastante polêmico, mas que, ao meu ver, foi bem interpretado pela árbitra Deborah Cecilia. Pedro Vitor foi para a cobrança e converteu a chance em gol.

O Retrô fez bonito, embora não o suficiente!

Se havia um time que merecia ganhar o jogo, este mérito não se resumia, de fato e necessariamente, às penalidades máximas, onde poderia não ser possível corrigir um simples erro cometido, colocando tudo a perder. E, no final, a partida foi mesmo decidida nas cobranças mais temidas pelos fãs deste esporte mágico, que é o futebol.

Mas, verdade seja dita, o Náutico, que passou o jogo todo tomando atitudes em busca de fazer os dois gols que precisava para ser campeão ainda no tempo normal, acabou saindo merecidamente da Arena de Pernambucano com o troféu na bagagem.

Os dois pênaltis perdidos pelo Retrô colocaram o time numa situação bastante complicada e, consequentemente, encaminharam o placar final a ser um 4×2 favorável ao alvirrubro. Dessa forma, estes dois fatídicos erros (não desmerecendo todo o mérito do goleiro Lucas Perri) acabaram refletindo um pouco a queda de rendimento do time de Camaragibe nos dois principais jogos do campeonato.

No mais, apesar de fazer uma campanha de muito respeito especialmente na fase de grupos, o Retrô não conseguiu faturar o primeiro título pernambucano da sua história. Isso, porém, não pode ser visto como demérito, afinal, estamos falando de um time jovem que lutou bravamente contra times tradicionalíssimos do futebol de Pernambuco, inclusive superando-os para chegar à grande final da competição.

No mais, é importante destacar que esta é apenas a terceira participação do Retrô Futebol Clube Brasil no Campeonato Pernambucano, podendo, assim, registrar um importante vice-campeonato para a sequência do trabalho. Por fim, parabéns ao Clube Náutico Capibaribe, que mais uma vez pinta a capital Recife de vermelho e branco.

Ficha técnica

Retrô 0
Jean; Pedro Costa, Guilherme Paraíba, Renan Dutra e Mayk (Augusto Potiguar); Charles, Yuri (João Guilherme) e Gelson (Alencar); Radsley (Rodrigo Fumaça), Renato Henrique e Gustavo Ermel (Guilherme Santos). Técnico: Dico Woolley.

Náutico 1
Perri; Hereda, Camutanga, Carlão e Júnior Tavares; Ralph (Djavan), Rhaldney (Richard Franco) e Jean Carlos; Pedro Vítor (Robinho), Léo Passos (Leandro Carvalho) e Eduardo Teixeira (Ewandro). Técnico: Roberto Fernandes.

Estádio: Arena de Pernambuco (São Lourenço da Mata/PE)
Árbitra: Deborah Cecilia Cruz Correia
Assistentes: Clóvis Amaral da Silva e Bruno César Chaves Vieira
Gols: Pedro Vítor (51 minutos do 1° tempo); 
Cartões Amarelos: Charles (Retrô); Radsley (Retrô); Dico Wooley (técnico Retrô); Gelson (Retrô); Pedro Vítor (Náutico); Léo Passos (Náutico); Ralph (Náutico); Rhaldney (Náutico); Wellington (Náutico); 
Cartões Vermelhos: Jean Carlos (Náutico)
Público: 18.613 torcedores 
Renda: R$ 921 mil

Confira a lista com todos os campeões pernambucanos:

Sport – 42 títulos

1916, 1917, 1920, 1923, 1924, 1925, 1928, 1938, 1941, 1942, 1943, 1948, 1949, 1953, 1955, 1956, 1958, 1961, 1962, 1975, 1977, 1980, 1981, 1982, 1988, 1991, 1992, 1994, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2003, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2014, 2017 e 2019

Santa Cruz – 29 títulos

1931, 1932, 1933, 1935, 1940, 1946, 1947, 1957, 1959, 1969, 1970, 1971, 1972, 1973, 1976, 1978, 1979, 1983, 1986, 1987, 1990, 1993, 1995, 2005, 2011, 2012, 2013, 2015 e 2016

Náutico – 24 títulos

1934, 1939, 1945, 1950, 1951, 1952, 1954, 1960, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1974, 1984, 1985, 1989, 2001, 2002, 2004, 2018, 2021 e 2022

América – 6 títulos

1918, 1919, 1921, 1922, 1927 e 1944

Torre* – 3 títulos

1926, 1929 e 1930

Tramways* – 2 títulos

1936 e 1937

Salgueiro – 1 título

2020

Flamengo* – 1 título

1915

*Clubes já extintos