A pequena cidade de Barrancas, na Colômbia, se encontrava suspensa em um clima de esperança e ansiedade nesta terça-feira (7), segundo relato da agência EFE. Os moradores, conterrâneos do astro de futebol Luis Díaz, atualmente no Liverpool e na seleção colombiana, aguardam com expectativa a prometida libertação de seu pai, Luis Manuel Díaz, sequestrado há dez dias pela guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN).
O alto comando do ELN havia imposto a retirada das tropas militares como condição para a libertação do refém, medida que foi atendida, segundo as autoridades. Otty Patiño, chefe negociador do governo com o ELN, expressou à Blu Radio que, com a remoção do último obstáculo mencionado pela guerrilha, espera-se que a entrega de Luis Manuel ocorra ainda hoje. “Não há mais desculpas”, ele reiterou, alimentando a expectativa da população.
Em meio a essas tensões, o diretor do grupo anti-sequestro das Forças Militares, coronel Giovanni Montañez, anunciou na segunda-feira um “reposicionamento” das forças de busca, com o intuito de fornecer as garantias necessárias para a entrega de Luis Manuel. A libertação de Cilenis Marulanda, mãe de Luis Díaz, no dia do sequestro, acendeu uma chama de esperança entre os mais de 200 soldados que continuaram as buscas pelo pai na região da Serranía del Perijá, na fronteira com a Venezuela.
A recente onda de violência instigada pelo ELN, incluindo um “paro armado” de 72 horas no departamento de Chocó, e as alegações de um comandante guerrilheiro sobre a suposta conivência entre o exército e um cartel de cocaína, lançam sombras sobre o já frágil processo de paz entre o grupo insurgente e o governo do presidente Gustavo Petro. Desde o início das negociações em 21 de novembro de 2022, e o subsequente cessar-fogo bilateral, o sequestro de Manuel Díaz tem testado os limites da confiança mútua.
Nesse contexto de incertezas, a comunidade internacional, representada pela voz da delegada da ONU para os Direitos Humanos na Colômbia, Juliette De Rivero, faz eco ao apelo urgente pela libertação de Díaz.
Cecilia Pérez, vizinha da família, descreve a situação como uma montanha-russa de informações contraditórias. A comunidade local, descrita como pacífica e não acostumada a incidentes deste calibre, agora olha para o caso com um misto de surpresa e preocupação, aguardando ansiosamente por notícias que tragam alívio.
“Esta é uma cidade tranquila e embora não seja a primeira vez que ocorra um sequestro, ninguém imaginava que iriam mexer com Mane Díaz”, afirma, referindo-se ao pai do jogador da Premier League. Informações do Brasil 247



