A Central de Movimentos Populares do Paraná (CMP-PR) encaminhou nota a imprensa repudiando a atividade do governo do prefeito Tiago Amaral de cortar quase R$ 17 milhões no orçamento da Secretaria de Assistência Social a ser executado em 2026. Confira a nota assinada por Odarlone Orente, Coordenador Estadual – Central de Movimentos Populares do Paraná (CMP-PR):

A Central de Movimentos Populares do Paraná (CMP-PR) vem por meio desta manifestar o repúdio diante do corte de gastos no valor de R$ 17 milhões do Orçamento Municipal em 2026, que correspondem aos investimentos em políticas públicas de assistência social em Londrina, sob a responsabilidade de seu governo municipal.

Estamos falando de mais de 4000 crianças e adolescentes, que precisam da assistência para que possam sonhar com um futuro digno e em condições de contribuir para uma sociedade próspera, saudável, segura e moderna. São outros milhares de adultos que precisam do atendimento que vai garantir a segurança alimentar, o tratamento da dependência química, a formação profissional para qualificar para o mercado de trabalho e muito mais.

É um verdadeiro descolamento da realidade municipal, que demonstra a ignorância sobre o cotidiano desafiador desta população. Está claro, que a administração municipal prioriza obras e ações em regiões da cidade cujos moradores são privilegiados em termos de renda e qualidade de vida, investindo no aspecto estético e de mobilidade em detrimento dos menos favorecidos.

Por ironia, vemos o prefeito municipal, eleito com o voto de quem confiou em seu compromisso em cuidar das pessoas e da cidade, manifestando a total ausência de visão política, social e humana, o que é mais grave. 

O corte nos recursos dos serviços de proteção social representa o abandono de milhares de famílias que vivem em vulnerabilidade e precisam da Prefeitura de Londrina, que está escolhendo recusar a assistência.

Diante de tudo isso, em nome da segurança alimentar, dignidade e garantia de direitos assegurados pela Constituição Federal, consideramos fundamental a revisão deste corte e priorização das políticas públicas para a população em vulnerabilidade social.

Certos de seu compromisso com uma sociedade justa e solidária, nos colocamos à disposição.