A Comissão de Seguridade Social da Câmara de Londrina visitou na manhã desta quarta-feira (1º) o local onde funciona provisoriamente a Unidade Básica de Saúde (UBS) do distrito de Irerê e vistoriou a sede da UBS, cuja reforma será retomada nos próximos dias. O contrato entre a Prefeitura e a construtora que concluirá a obra foi assinado nesta segunda-feira (29), após a empresa anterior ter abandonado a intervenção. 

“A ordem de serviço [para a retomada da obra] deve ser assinada entre essa e a próxima semana. E o prazo será de seis meses para conclusão”, explicou o  vereador Sídnei Matias (Avante), presidente da comissão, composta ainda pelo vereador Valdir Santa Fé (PP) e pela vereadora Anne Ada (PL),

Matias e Santa Fé foram recebidos no local pela secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, e pela coordenadora da UBS de Irerê, Lauana Bolzani Viana Rosa, além de outros servidores da pasta. Segundo o presidente da comissão, a vencedora do processo licitatório, Gasparine Engenharia Civil Ltda, é uma empresa de Londrina, o que facilitará a fiscalização do contrato pelo Poder Legislativo. A construtora foi contratada por R$ 755.000,00.

A UBS, fechada desde 2023, passará por uma série de melhorias, com ampliação de 52,94 m², totalizando 290,39 m² de área construída. Conforme o projeto inicial, haverá ampliação do banheiro para pessoas com deficiência, sala de odontologia, escovódromo e sala de inalação, além da substituição de toda a parte elétrica e hidráulica e reforma do telhado. “É uma comunidade aqui em Irerê de 2 mil pessoas. […] Com a ampliação dessa obra nós teremos o serviço de odontologia e teremos acessibilidade para os pacientes deficientes”, destacou Vivian Feijó.

Investimentos e Atrasos

A reforma e ampliação da UBS  de Irerê foram iniciadas pela empresa Nagasi, com previsão de investimento de R$1.228.000,00. De acordo com respostas da Prefeitura a Pedidos de Informação protocolados pela Câmara, até o abandono da obra, haviam sido liquidados R$ 588.501,23. Documento publicado no Jornal Oficial em julho deste ano, mostra que a Prefeitura aplicou multa de R$ 177.805,41 à construtora por inexecução parcial do contrato. Além da multa, a empresa sofreu rescisão unilateral do contrato e teve suspensa por 12 meses a possibilidade de participar de licitações, bem como de firmar contratos com o Município.  Informações da CML