O que vem acontecendo em Londrina com o serviço prestado pela Sanepar é um verdadeiro absurdo. A população tem sido submetida, repetidas vezes, a dias inteiros sem água, sem aviso claro, sem planejamento, sem alternativa, sem respeito. Um serviço essencial — básico, vital — sendo tratado como se fosse um favor.

Em pleno século XXI, é inconcebível que pontos estratégicos do sistema de abastecimento ainda dependam exclusivamente da energia da Copel, como se não existissem soluções modernas e amplamente implementadas, como geradores próprios, usados por mercados, hospitais e até pequenos comércios. Mas a Sanepar, apesar dos lucros e das altas tarifas, simplesmente não investe. Prefere deixar a população no seco.

E não bastasse isso, Londrina inteira convive com o caos das ruas esburacadas. A Sanepar abre, remexe, cava — e depois abandona. Ou tapa de qualquer jeito, deixando buracos, desníveis e verdadeiros perigos no asfalto. É um desrespeito diário, que gera prejuízo, acidentes, transtornos e indignação.

Enquanto o cidadão sofre, paga caro, improvisa e se vira como pode, não há nenhuma compensação, nenhum abatimento, nenhuma reparação. Famílias sem água para higiene básica. Comércios e fábricas parados. Restaurantes e lanchonetes obrigados a comprar água de terceiros para não fechar as portas. A população vive humilhações para tentar contornar a incompetência do serviço.

Mas o pior é a contradição revoltante: se o consumidor atrasa a conta, existe lei aprovada por deputados autorizando o corte imediato da água.
Ou seja, para punir o cidadão, a lei funciona, é aplicada, é rigorosa.
Mas para garantir o serviço digno, contínuo e eficiente, aí nada acontece. Dois pesos e duas medidas. Uma afronta ao povo.

E enquanto isso tudo acontece, o que fazem nossas autoridades?
Vereadores, prefeitura e deputados assistem calados, ou, quando resolvem agir, é apenas para aparecer em fotos ou postar vídeos na internet. A população não aguenta mais discursos vazios, visitas técnicas para inglês ver e promessas que nunca passam do papel.

Este desagravo expressa a voz indignada dos moradores de Londrina, que não aceitam mais omissão, desrespeito, falta de planejamento e o abuso de cobrar caro por um serviço que falha continuamente.

Londrina merece mais.
O povo merece mais.
E a Sanepar precisa responsabilizada.

Texto de autoria do pastor Sergio Plínio