Moradores do Jardim do Sol, região oeste de Londrina, procuraram a redação do Portal Verdade para denunciar a falta de manutenção no bairro, incluindo, o mato alto, o que tem dificultado a locomoção e aumentado a sensação de insegurança na região. A mesma situação tem sido apontada por moradores de diversos pontos da cidade.
“Vejo que o cuidado com a região é bem fraco, principalmente, por causa do mato alto, da falta de manutenção das árvores e do lixo em alguns pontos do bairro. Isso nem sempre foi assim e, com o tempo, a situação foi piorando, especialmente, pela demora na limpeza”, relata uma munícipe que reside no bairro há 15 anos e solicitou anonimato à reportagem.
Ainda de acordo com ela, o matagal tem aumentado a presença de insetos e animais peçonhentos, o que causa ainda mais preocupação considerando que muitas crianças frequentam as áreas públicas como o parquinho e a academia ao ar livre.
“Muitas crianças ficam depois nestes locais após a escola, o que traz risco de acidentes e exposição ao lixo. São espaços que deveriam ser seguros para as crianças brincarem”, adverte.

Estudantes atravessam matagal para estudar
Ainda, conforme demonstram imagens enviadas pelos moradores, o mato também está alto nos arredores da Escola Municipal Mari Carrera Bueno e do Centro Municipal de Educação Infantil Marízia Carli Loures, ambos localizados no mesmo prédio, no Jardim Santa Rita.
A vizinhança compartilha que mal é possível ver o muro que quase é encoberto pelo matagal. No pátio, também é possível perceber que para chegar aos brinquedos, as crianças têm que atravessar o mato alto.
Vídeo enviado por moradores à reportagem demonstra mato alto nos arredores e pátio de escola e centro municipal de educação infantil
Acidentes com animais peçonhentos
Em dezembro último, a Secretaria Estadual de Saúde do Paraná reforçou aos municípios a necessidade de ações de controle e prevenção contra acidentes com animais peçonhentos, com destaque para o Norte Pioneiro.
Durante passagem por Londrina, o secretário de Saúde, Beto Preto, chamou a atenção para um aumento preocupante no acúmulo de casos de picadas de escorpião em todo estado. Em 2025, o Paraná registrou três mortes, após um período de sete anos sem mortes no estado.
Em 2024, a Secretaria Municipal de Saúde registrou 1.090 notificações relacionadas a escorpiões, das quais 330 foram referentes a acidentes.
As regiões da cidade com maior índice de notificações foram: Leste (309); Oeste (304); Central (204); Norte (187); Rural (120); Sul (102).
Nos últimos cinco anos, o número de acidentes envolvendo animais peçonhentos tem aumentado: em 2020 – 82 casos; 2021 – 115 casos; 2022 – 173 casos; 2023 – 211 casos; 2024 – 330 casos.
De acordo com a moradora, mesmo com as queixas registradas na Prefeitura, a situação persiste. “Mesmo com as reclamações dos moradores, a resposta é sempre demorada, e o corte do mato acaba levando tempo para acontecer”, adverte.



