A ministra do Planejamento, Simone Tebet, migrou neste sábado (21) do MDB, partido por onde construiu sua carreira política ao longo de 29 anos, ao PSB, sigla por onde pretende concorrer a uma das vagas de São Paulo, junto ao vice-presidente Geraldo Alckmin, da mesma sigla.
Em suas redes sociais, agradeço ao MDB pelo apoio concedido em sua trajetória, relembrando o papel histórico da sigla como espaço para a oposição à ditadura militar. “O MDB, casa que me abrigou e me permitiu servir ao Brasil por quase 30 anos, também serviu de moradia segura para os brasileiros democratas perseguidos durante uma longa noite de arbitragem”.
Esses mesmos brasileiros, conforme pontual a ministra, participaram da reunião do PSB, que teve o registro cassado pelo regime. “Partido que agora me abraça, me acolhe e me convida a construir, juntos, o país dos sonhos. É essa tarefa, nesta nova casa, que continuarei a dedicar as minhas melhores energias”, completou.
Em nota, a executiva nacional do PSB comentou que “Simone traz consigo uma combinação rara na vida pública brasileira: firmeza moral, experiência institucional, capacidade de dialogar com o Brasil real, coragem cívica e compromisso democrático”. Sua filiação, no entendimento da sigla, “não é visto por nós pela ótica da adesão, mas sim do encontro”.
Segundo o partido, o ministro entra na disputa ao Senado “consciente de que São Paulo e o Brasil precisam de menos espetáculo e mais substância, menos bravata e mais grandeza, menos planejamento miúdo e mais ambição”.
Chapa governista
Simone Tebet, juntamente com o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, formam a chapa cogitada pelo presidente Lula para concorrer aos cargos majoritários do Senado. Para isso, uma mudança de partido por parte do ministério tornou-se imperativa: o MDB paulista faz parte da coligação do governador Tarcísio de Freitas, que busca a reeleição.
Ainda resta uma definição sobre qual carga deverá ser disputada por Alckmin e Haddad; sendo o primeiro preferido ao Senado e o segundo ao governo. O último levantamento do Instituto Datafolha, publicado no dia 11, indica liderança de membros do trio na disputa parlamentar. Informações do Congresso em Foco



