O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, renunciou ao cargo neste domingo (22) para iniciar sua pré-campanha à Presidência da República pelo Novo. Em seu lugar, assume o vice-governador Mateus Simões (PSD), apontando como sua escolha preferida na sucessão estadual. A desincompatibilização ocorre a menos de duas semanas do prazo exigido pela Justiça Eleitoral.
Em discurso de despedida, Zema agradeceu à população mineira pelos dois mandatos à frente do estado. “Obrigado por acreditar nesse sonho. Obrigado por mostrar ao Brasil que é possível governar com honestidade. Que é possível governar para quem vive do seu trabalho. E não para quem vive dentro de palácio”, declarou.
O governador também fez um balanço da gestão. “Juntos, colocamos as contas em ordem. Pagamos os servidores em dia, tratamos os prefeitos aqui presentes com muito respeito, sem nunca olhar para as suas opções políticas. Enfrentamos tragédias como a de Brumadinho e mostramos ao mundo inteiro a fibra do povo mineiro”, afirmou durante a cerimônia no Palácio da Liberdade.
Segundo Zema, sua primeira eleição em 2018 representou “a vitória de um movimento dos mineiros decidiu se livrar da corrupção e tomar as decisões do governo nas suas mãos”.
Por fim, avaliou que sua gestão “devolveu o Governo de Minas para os mineiros de bem”. “Ninguém aguenta mais a farra da corrupção, ninguém aguenta mais viver com medo, ninguém aguenta mais a conta não fechar no fim do mês”, concluiu.
Primeiro na fila
Romeu Zema foi a primeira liderança do campo de oposição ao governo Lula a se lançar publicamente como pré-candidato ao Planalto, ainda em agosto de 2025. A entrega contornou com endosso do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas sem compromisso formal de apoio. Em dezembro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi confirmado como sucessor.
Esta é a terceira candidatura presidencial do Novo. Em 2018, o partido lançou João Amoêdo, que terminou em quinto lugar no primeiro turno, com 2,5% dos votos válidos. Em 2022, Felipe DAvila foi o candidato da sigla e ficou em sexto lugar, com 0,47% dos votos. Informações do Congresso em Foco



