O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou nesta segunda-feira (11) um pedido de cassação contra o deputado estadual Renato Freitas (PT) por quebra de decoro. Em novembro do ano passado, o parlamentar foi flagrado em troca de chutes e socos com um homem no centro de Curitiba, capital paranaense.
Após o ocorrido, a Assembleia registrou ao menos 11 representações diferentes contra Renato Freitas. O relator, deputado estadual Márcio Pacheco (Republicanos), recomendou a suspensão de prerrogativas e a perda de mandato.
Para que a cassação seja concretizada, a recomendação precisa ser validada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, na sequência, apreciada no Plenário da Alep.
Agressão
Em 19 de novembro, Renato Freitas foi gravado em uma briga com um homem, depois identificado como o manobrista Wesley de Souza Silva. O deputado estadual fraturou o nariz.
À época, a assessoria de Freitas afirmou que o condutor do veículo iniciou “uma série de ataques verbais sem motivo aparente” e que o parlamentar reagiu após ser atingido no rosto. “O homem jogou o carro em cima de nós. Depois veio atrás, filmando para criar visualizações. Renato foi atacado e revidou”, declarou em nota.
O caso gerou forte repercussão política tanto no Paraná quanto em Brasília. Renato Freitas recebeu apoio de aliados, a exemplo do presidente nacional do PT, Edinho Silva.
Wesley de Souza Silva prestou depoimento no Conselho de Ética, que também reuniu duas testemunhas de defesa do deputado estadual. Renato Freitas também foi ouvido e afirmou ter agido em defesa da mãe de sua filha.
Suspensão
Na mesma sessão, o colegiado aprovou duas punições consecutivas de 30 dias de suspensão. A primeira acusação é de atrapalhar o funcionamento de uma unidade de rede de supermercados durante uma manifestação em junho do ano passado.
Já a segunda defesa se referiu a uma briga durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) de Alep, em fevereiro de 2025. A discussão ocorreu com o deputado estadual Márcio Pacheco (Republicanos) e seu assessor parlamentar Kenny Niedzwiedz.
Informações do Congresso em Foco



