O jornalista e radialista Flávio Campos morreu aos 84 anos em Londrina. Ele estava internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde o início de maio. O velório acontece na capela 4 do Parque das Oliveiras, e o sepultamento está marcado para as 15h desta segunda-feira (18).

Natural de Pelotas, Flávio Campos chegou a Londrina em 1964 para trabalhar como representante comercial e, pouco tempo depois, iniciou sua trajetória na comunicação. Ao longo de mais de quatro décadas, construiu uma carreira consolidada na imprensa londrinense, com passagens marcantes pela TV Coroados e por diversas emissoras de rádio da cidade. Integrou a Equipe Total da Rádio Paiquerê 91,7 e trabalhou na Rádio Brasil Sul. Também integrou durante 30 anos a redação do jornal Folha de Londrina. e marcou época na cobertura esportiva da cidade e do estado.

Durante a carreira no rádio esportivo, Flávio Campos cobriu importantes eventos internacionais, como as Copas do Mundo dos Estados Unidos, em 1994, e da França, em 1998. Também participou da cobertura dos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, além de nove edições da Copa América, consolidando uma trajetória reconhecida no jornalismo esportivo brasileiro.

O Londrina Esporte Clube publicou uma nota sobre a morte do jornalista nas redes sociais:
“O Londrina EC recebeu com tristeza a notícia do falecimento do Flávio Campos. Por mais de 40 anos, foi um dos grandes jornalistas esportivos de Londrina. Nossas sinceras condolências à família e aos amigos de Flávio Campos. Que sua memória seja lembrada com respeito e carinho.”

HISTÓRIAS

Por causa da atuação combativa, certa vez foi proibido de assistir jogos em Bandeirantes. Colocou estão uma peruca, barba postiça, um chapéu de boiadeiro e foi ao Estádio Comendador Meneghel trabalhar. Voltou, escreveu a crônica do jogo e proporcionou ao União Bandeirante um sentimento de desgosto: ” Como é que deixaram o Flávio Campos entrar?”, destacou-se na época.

Flávio Campos se destacou na Folha de Londrina. especialmente pela época em que Zetti era goleiro do Alviceleste, em 1985. Após críticas do treinador Jair Bala ao gramado do Estádio Vitorino Gonçalves Dias, o técnico do Grêmio Maringá foi respondido por Flávio, que usou a coluna no jornal para dizer que o treinador, campeão da Taça de Prata pelo LEC, e que estava no rival, deveria se preocupar mais com as macumbas que faziam. E o Tubarão entrou em campo contra o GEM, em 1985, com um bode em campo. Jair Bala entrou em desespero e a torcida do Londrina EC deu boas risadas no Estadual daquele ano por causa de mascote utilizado.

Outro caso emblemático ocorreu na campanha semifinalista da 1ª divisão do Campeonato Brasileiro de 1977. Com 100 mil torcedores no Mineirão diante do Atlético Mineiro, Flávio passou mal e quase desmaiou. Foi socorrido pelos colegas e logo voltou ao jogo.

Com informações da Paiquere FM e do portal Bem Paraná