O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), lidera a corrida eleitoral para o governo do estado com 34,5% das intenções de voto, apresentando um quadro de estagnação em comparação com o levantamento anterior, segundo pesquisa do instituto Prefab Future encomendada pelo Diário do Rio. No levantamento realizado no início de julho, Paes registrava 33,9%.
Logo atrás na disputa estimulada, aparecem Douglas Ruas (PL), que subiu de 10,3% para 10,9%, e o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), que cresceu de 8,7% para 10,8%. O estudo destaca que a amostragem foi colhida antes de Wilson Witzel (Democratas) anunciar a desistência de sua candidatura ao Palácio Guanabara.
- Eduardo Paes (PSD): 34,5%
- Douglas Ruas (PL): 10,9%
- Anthony Garotinho (Republicanos): 10,8%
- Wilson Witzel (Democratas): 3,6%
- Coronel Busnello: 2,8%
- William Siri: 1,8%
- André Marinho: 1,8%
- André Português: 1,0%
- Cyro Garcia: 1,0%
- Juliete Pantoja: 0,8%
- Luan Monteiro: 0,5%
- Não sabe ou indeciso: 19,4%
- Branco ou nulo: 12,1%
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o nº RJ-02770/2026, a pesquisa ouviu 2 mil pessoas presencialmente em todo o estado do Rio de Janeiro entre os dias 24 e 29 de julho. O nível de confiança do levantamento é de 95%, com margem de erro de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos.
A série histórica acompanhada pelo instituto Prefab Future desde 2025 aponta que Eduardo Paes chegou a alcançar 43% das intenções de voto em fevereiro deste ano. No entanto, a trajetória verificada entre abril e o início de julho indicava tendência de queda, consolidando-se agora em um patamar de estabilização.
Cenário aberto e apatia do eleitorado
Analisando os dados consolidados, o diretor de pesquisas quantitativas do instituto Prefab Future, Henrique Serra, destaca a estabilidade do líder e o crescimento gradual de seus concorrentes. “O retrato do momento é de estagnação de Eduardo Paes e movimento ainda tímido de crescimento dos adversários, com destaque para Douglas Ruas e Garotinho. A eleição está completamente aberta quando olhamos o voto cristalizado na espontânea”, avalia Serra.
A pesquisa espontânea — na qual nenhuma lista de nomes é apresentada e o eleitor responde livremente em quem votaria para governador caso o pleito fosse hoje — revelou um alto grau de indefinição: 78,7% dos entrevistados disseram não saber ou estar indecisos.
Para Mario Marques, fundador do Prefab Future e marqueteiro da LabPop Agency, o cenário reflete a distância momentânea do público com a agenda política. “O eleitor do estado do Rio de Janeiro está em letargia nesse momento, esperando a consolidação dos candidatos todos. A desconexão do eleitorado com as eleições é grande e os acontecimentos vindouros decidirão os próximos números”, analisa Marques.
Rejeição dos candidatos ao governo
O estudo também mediu a rejeição aos nomes que disputam o governo fluminense. O ex-governador Anthony Garotinho lidera esse quesito, registrando uma alta de 20,9% na sondagem anterior para 26,8% no levantamento atual. Eduardo Paes aparece na segunda colocação entre os mais rejeitados, passando de 15,6% para 16,8%.
“À medida que Garotinho avança com seus números na disputa no modelo induzido sua rejeição também vai aumentando, seguido da rejeição de Eduardo Paes”, observa Henrique Serra.
Disputa pelo Senado Federal
Em 2026, os eleitores brasileiros votarão para renovar duas cadeiras no Senado Federal. Na primeira sondagem realizada pelo instituto considerando a soma dos dois votos, a deputada federal Benedita da Silva (PT) aparece na liderança das intenções de voto.
Considerando a pontuação combinada das duas escolhas dos entrevistados, os resultados para o Senado são os seguintes:
- Benedita da Silva (PT): 16,1%
- Marcelo Crivella: 10,6%
- Márcio Canella: 9,4%
- Waguinho: 7,2%
- Pedro Paulo: 6,8%
- Miro Teixeira: 4,5%
- Monica Benício: 3,8%
- Mauro Campos: 3,1%
- Carlos Portinho: 3,1%
- Marcos Dias: 2,5%
- Luciana Boiteaux: 2,2%
- Léo Rodrigues: 2,0%
- Hélio Secco: 1,1%
No quesito rejeição para a Câmara Alta, o ex-prefeito e ex-senador Marcelo Crivella lidera com 16,4%, seguido por Benedita da Silva, com 12,8%, e Waguinho, com 8,2%.
De acordo com Henrique Serra, a corrida pelas vagas senatórias apresenta contornos específicos ligados ao cenário nacional. Ele define a disputa ao Senado como “a eleição mais aberta de todas, com um processo de associação direta com a eleição presidencial”.
Nessa mesma linha, Mario Marques destaca que o alinhamento político será fator determinante nas urnas. “O voto ideológico no Senado, com esse monte de candidatos, será elevado ao máximo. A ideologia e o voto casado com o voto para presidente decidirão essa disputa”, conclui o fundador do Prefab Future. Informações do 247



