O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), anunciou nesta terça-feira, 20 de outubro de 2026, a economista Pricilla Maria Santana como futura secretária de Estado da Fazenda. Atual titular da pasta no Rio Grande do Sul, ela é o primeiro nome confirmado para o secretariado da próxima gestão e a primeira mulher anunciada para a equipe de governo.
A escolha coloca uma técnica com experiência em finanças públicas no comando da área responsável pela política fiscal e pela gestão das contas estaduais. O anúncio, feito pela assessoria do governador eleito, ainda não detalha mudanças na estrutura da Fazenda nem metas fiscais específicas para o Paraná.
Trajetória de Pricilla Santana
Pricilla é economista, mestre em Direito e também graduada em Direito e História. Desde janeiro de 2023, ocupa a Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul. Entre 2015 e 2022, foi subsecretária de Relações Financeiras Intergovernamentais do Tesouro Nacional, onde atuou na coordenação das relações financeiras entre União, estados e municípios, com foco na sustentabilidade fiscal e na dívida pública.
Ela também foi secretária-adjunta de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda. Ao longo da carreira, participou de processos de desestatização e privatização, da coordenação do Regime de Recuperação Fiscal e de iniciativas ligadas à Reforma Tributária. Atuou ainda em conselhos de administração e fiscais da Caixa Econômica Federal, da Eletrobras, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banrisul.
Desde agosto de 2026, Pricilla ocupa a segunda vice-presidência do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), estrutura relacionada à implementação da reforma tributária sobre o consumo.
O que Moro diz esperar da nova secretária
Em comunicado, Moro afirmou que Pricilla tem experiência técnica e administrativa em órgãos federais e estaduais. Segundo o governador eleito, ela manteve as contas gaúchas em ordem apesar de desafios fiscais consideráveis. A avaliação é de Moro; o anúncio não apresentou indicadores ou dados comparativos para medir esse resultado.
“Fiquei honrado com a aceitação do convite e tenho certeza de que ela muito contribuirá na gestão das contas do Estado, com técnica e responsabilidade fiscal, e na modernização do Governo do Paraná para alcançarmos um novo patamar de desenvolvimento”, declarou.
Transição e promessa de reduzir a máquina pública
Moro afirmou que pretende conduzir uma transição organizada e com o mínimo de impacto no funcionamento da administração estadual. De acordo com o comunicado, ele aguarda a publicação, pelo atual governo, de um decreto para formalizar os procedimentos da transição. Enquanto isso, mantém conversas com deputados estaduais eleitos sobre os projetos da próxima gestão e trabalha na definição dos demais nomes do secretariado.
O governador eleito também reafirmou a promessa de campanha de reduzir o tamanho da estrutura administrativa do Estado. “Nós vamos diminuir o tamanho da máquina, que hoje está inchada e acaba gerando muita burocracia e pouca eficiência. Foi uma promessa de campanha que iremos cumprir. Queremos ter um governo honesto e eficiente”, afirmou.
Ainda não foram informados quantas secretarias poderão ser extintas ou fundidas, quais órgãos terão atribuições transferidas nem qual economia a reorganização poderá gerar. Esses dados serão necessários para avaliar se a redução anunciada resultará em menor despesa ou apenas em uma mudança no desenho administrativo.
Moro revela indicação de Paulo Guedes para a Fazenda do Paraná
O governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL), afirmou que escolheu Priscilla Santana para comandar a Secretaria de Estado da Fazenda a partir de 2027 por indicação do ex-ministro da Economia Paulo Guedes e de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal que, segundo o senador, trabalha atualmente com Flávio Bolsonaro. A declaração, feita em vídeo publicado nas redes sociais, revela a participação de nomes ligados à antiga equipe econômica do governo Jair Bolsonaro na montagem da futura administração paranaense.
“Foi, aliás, uma indicação do Paulo Guedes, da própria Dani Marques, que hoje trabalha lá com Flávio Bolsonaro”, declarou Moro. Segundo ele, a consulta ocorreu depois que pediu aos dois a indicação de uma economista com experiência para cuidar das finanças do Paraná.



