A desistência do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) da corrida ao governo de Minas Gerais altera o cenário eleitoral apontado pela mais recente pesquisa Genial/Quaest. Levantamento divulgado na última semana mostra que, sem o parlamentar na disputa, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) passa a liderar as intenções de voto, com o ex-ministro Patrus Ananias (PT) na segunda colocação. As informações são do UOL.
Segundo pesquisa da Quaest, contratada pela Genial Investimentos, Kalil aparece à frente em ambos os cenários estimulados sem a participação de Cleitinho. O senador anunciou nesta segunda-feira (3) que não será candidato ao governo mineiro.
No primeiro cenário testado, Alexandre Kalil registra 15% das intenções de voto, seguido por Patrus Ananias, com 13%. Mateus Simões (PSD) aparece com 9%, Gabriel Azevedo (MDB) tem 6%, Flávio Roscoe (PL) soma 4%, Ben Mendes (Missão) registra 2%, Maria da Consolação (PSOL) tem 1%, enquanto Rafael Duda (PSTU) e Túlio Lopes (PCB) não pontuam. Os indecisos representam 27% do eleitorado, e 23% afirmam votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas.
No segundo cenário, Kalil mantém 15%, seguido novamente por Patrus, com 13%. Mateus Simões permanece com 9%, Gabriel Azevedo tem 6% e Vittorio Medioli (PL) alcança 3%. Ben Mendes registra 2%, Maria da Consolação aparece com 1%, enquanto os indecisos somam 27% e os votos brancos, nulos ou de eleitores que dizem não votar chegam a 24%.
A pesquisa ouviu presencialmente 1.482 eleitores de Minas Gerais entre 22 e 26 de julho, período anterior ao anúncio da desistência de Cleitinho. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MG-03490/2026.
Desistência anunciada em Brasília
Cleitinho confirmou que não disputará o governo de Minas ao lado do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, em Brasília. Na semana anterior, a direção da legenda já havia sinalizado que o senador estava fora da disputa. Em nota, o partido afirmou que esteve preparado para lançar sua candidatura, mas declarou que ela “nunca foi formalmente assumida por quem deveria liderá-la”.
Durante o anúncio, Cleitinho se emocionou ao comentar o momento vivido por sua família após a morte do irmão, Matheus Azevedo, em decorrência de complicações causadas por leucemia.
Ao justificar a decisão, o senador afirmou: “Quero me dirigir ao povo mineiro. Pedir perdão. Não é um momento fácil para mim e para minha família. Agora, do jeito que eu estou, não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim, cuidando da minha família.” Em seguida, acrescentou: “Eu não estou bem.”
Marcos Pereira manifestou solidariedade ao senador pela perda do irmão, mas afirmou que o Republicanos ofereceu todas as condições para que ele pudesse disputar o governo estadual e ressaltou que houve tempo suficiente para uma definição sobre a candidatura.



